| ESPECIAL | |
| ESPECIAL | |
Trabalho de equipe Escola mantém liderança na qualidade do ensino e garante maior aprovação no vestibular da Ufac por quatro anos seguidos |
![]() Cerca de 1,2 mil alunos estudam na escola durante os três turnos |
Com 1.200 alunos, a escola José Rodrigues Leite conseguiu um feito inédito ao manter-se em primeiro lugar entre as escolas públicas estaduais na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Pendurada na entrada do prédio, uma faixa homenageia a escola pública que pelo terceiro ano seguido conseguiu aprovar o maior número (40) de ex-alunos no vestibular da Universidade Federal do Acre (Ufac). Foram seus alunos que venceram, em outubro, o desafio para a criação e administração de um negócio do programa Junior Achievemment, que através do apoio de empresas e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) estimula o espírito empreendedor em mais de 120 países do mundo. Também classificaram o Acre em sétimo lugar numa maratona nacional de 24 horas em que a resistência, o conhecimento e a capacidade de raciocínio lógico dos alunos foram postos à prova no Desafio Nacional Acadêmico vencido pelos Estados de São Paulo e Minas Gerais. A motivação e capacidade iniciativa dos alunos para a vida fazem com que ela já tenha conseguido encaixar 20 deles em estágios graças a parcerias com o Banco da Amazônia, Universidade Federal do Acre(Ufac), Empresa Brasileira e Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eletronorte e, através do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), também no Supermercado Gonçalves. Lembrando que no ano passado a escola se destacou em primeiro lugar entre os estabelecimentos de ensino estadual ao atingir a média de 44,9 pontos, neste ano teve uma nota menor (43,9 pontos), mesmo assim superou em 4,37 pontos a segunda colocada entre as estaduais, que foi o Colégio Barão de Rio Branco (CEBRB), com 39,57 pontos. Já o Colégio de Aplicação, que havia se destacado em primeiro lugar de todas as escolas públicas no ano passado, caiu para a segunda posição. Vitória de muitos “Estas vitórias só estão sendo conquistadas graças a um esforço coletivo de nossa comunidade escolar, que, além dos professores, alunos, funcionários, dirigentes e equipe pedagógica, tem contado com a participação ativa dos pais. O apoio das famílias tem sido fundamental para o nosso sucesso”, garante o diretor João Lima, que tem licenciatura plena em geografia com especialização wm psico-pedagógica. Ele administra uma escola que tem 1,2 mil alunos matriculados preenchendo suas 12 salas em três turnos de aula do ensino médio com uma média de 40 educandos por sala. Lima lembrou que os 146 alunos inscritos para fazer a prova do Enem, realizada em setembro do ano passado, conseguiram uma média de 442 pontos em redação e 33,6 pontos nas provas objetivas. Diante dos resultados conseguidos por seus alunos, ele já se propõe um novo desafio: “Ofereço meu nome para ser candidato a diretor do Colégio Acreano durante as eleições que serão realizadas no fim deste ano. Espero que, sendo eleito, possa contribuir para transformá-lo de novo numa liderança na qualidade do ensino no Acre”. Mais que um vestibular Embora nem todos os jovens que estão concluindo o ensino médio não levem muito a sério a prova do Enem, sua importância chega a ser maior que o próprio vestibular através do qual concorrem a uma vaga na universidade. Isso porque até as empresas hoje estão levando em consideração a nota do exame na hora de avaliar candidatos ao emprego. A boa nota também pode garantir uma bolsa de estudos para uma faculdade particular no Pro Une, que hoje já beneficia mais de 250 mil jovens em todo o Brasil. Além de algumas universidades já utilizarem a nota como critério de seleção dos futuros estudantes - no Acre, o Iesacre é um exemplo disto. “Nas questões da prova objetiva do Enem são combinadas diferentes disciplinas de forma que testam a capacidade de raciocínio lógico do aluno de forma interdisciplinar”, explica João Lima, esclarecendo que para desenvolver essa capacidade em seus educandos ele e sua equipe pedagógica vêm buscando tornar as aulas mais interessantes. “A localização de nossa escola facilita para que possamos nos deslocar para fazer visitas a ambientes como museus, palácio, Assembléia e Câmara Municipal, além de empresas e outros ambientes que servem de tema a debates combinando raciocínios ligados à história, literatura, música, biologia e ciências sociais.” Mestranda em relações internacionais após ter concluído, no ano passado, o curso de gestão escolar, a professora Gecineide Maia esclareceu: “Esses resultados reafirmam que estamos no caminho certo, tanto no que se refere à gestão da escola quanto ao método pedagógico aplicado pela equipe com foco no estímulo à atitude para que os alunos possam conseguir sua auto-suficiência na vida lá fora”. Ela lembra que o exemplo prático disso ficou claro quando 20 alunos da escola foram disputar o desafio empresarial do programa Junior Achievemment. “Eles assistiram a aulas de marketing, estudaram os caminhos da burocracia, a química, a contabilidade, montaram a empresa, desenvolveram estratégias de propaganda e comercialização. Outros que nem estavam na equipe fizeram questão de participar ajudando na propaganda e na venda dos produtos. Isso demonstra que estão desenvolvendo sua pró-atividade, indo à luta, preparando-se aqui dentro para a realidade do mundo competitivo que vão enfrentar lá fora. E, mais que ter coisas, aprendem ser mais completos como pessoa”. Caça-talentos O sucesso da escola recebe contribuição importante graças à caça de talentos pela equipe. Um exemplo disso é Willian Polis, que está concluindo o terceiro ano, mas veio de Vila Campinas a convite do diretor João Lima porque se destacava entre os demais alunos. Willian integrou uma das equipes que se destacou na batalha nacional do DNA e liderou os trabalho da fábrica de sabão líquido no desafio do Junior Achievement. “A escola vem estimulando nossa interação com o mundo, ou seja, nos preparando para a vida real que exige a tomada de decisão diante de situações muito variadas. Há um foco bastante forte da escola na preparação da turma do terceiro ano a fim de que estejam prontos para prestar o vestibular, disputar colocações em concursos e vagas de emprego. Isso tudo motiva a gente a querer melhorar ainda mais os resultados no ano que vem”, disse. Vagas limitadas Aluna do terceiro ano, Reycka Anute que é também presidente do grêmio estudantil. “Enquanto sobra vaga em outras escolas, aqui falta para atender os alunos que querem vir para cá. Eu lutei muito para conseguir vir do Meta, mas valeu a pena porque aqui a gente forma uma equipe decidida a lutar para vencer. Gosto daqui porque não ficamos só trancados na sala em aulas chatas, mas vamos para quadra, saímos para a praça, visitamos museus e bibliotecas, além de realizar seminários e debates que ajudam a desenvolver o raciocínio graças a aulas mais diversificadas e atraentes”, afirma.
| |
|
|
|
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| CHARGE |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE 20 |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |