OPINIÃO
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Do Editor

 

Limpeza na OAB

Depois de mais de um ano de investigação, a Justiça Federal determinou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Acre, excluísse do seu quadro de afiliados quatro falsários que obtiveram registro baseados em diplomas falsos de bacharel.

O esquema de falsificação foi denunciado no Página 20 ano passado. Desde que se iniciaram as investigações, o MPF vem exigindo a identificação de todos os advogados que atuam no Acre, em especial os que teriam se formado fora do Estado.

As investigações foram capitaneadas pelo Ministério Público Federal, que durante esse período levantou farta documentação para provar o crime praticado pelos falsários e ainda investiga mais 25 pessoas que supostamente teriam conseguido registro na OAB com base em diplomas falsos.

A decisão da Justiça Federal vem ao encontro dos anseios dos advogados acreanos, que há muito denunciavam a ação de aproveitadores que por aqui chegam e, em poucos dias, conseguem registro. Os diplomas por eles apresentados quase nunca são inspecionados. Para se ter idéia do que isso representa, os falsários sequer tinham a preocupação de imitar os diplomas emitidos pelas instituições de ensino.

A expulsão dos falsificadores, no entanto, não deve pôr fim às investigações. O MPF tem que ir mais a fundo e descobrir a responsabilidade dos dirigentes da OAB nesse esquema criminoso.

 

 
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Rio Branco-AC, 10 de março de 2006
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