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A imagem por si mesma Val Fernandes empresta sua sensibilidade e registra a capital em cartões-postais que serão lançados hoje |
![]() Val Fernandes atua como fotógrafa da Fundação Elias Mansour |
Val Fernandes por muito tempo chamou atenção em cada lugar que exercia sua profissão, e até hoje os olhares ainda se voltam à acreana de olhos verdes. Ser o centro de atenção foi graças ao fato de aos 21 anos ter assumido um posto ocupado pelos homens, principalmente, na região Norte, o de fotografa. Mais foi longe da terrinha que ela diz ter aprendido a exercer sua função no jornalismo, e há quase cinco anos de volta ao Estado ela escreve seu nome na história da fotografia acreana, lançando hoje, seis imagens replicadas em cartões-postais do Acre, na galeria de Artes juvenal Antunes, na Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), a partir das 18 horas. São imagens em preto e branco que mostram a passarela que atravessa o Rio Acre, curvas do próprio rio, o palácio Rio Branco, a Gameleira, o parque da maternidade e o antigo bar municipal. Nascida em Brasiléia, Val Fernandes recorda que a paixão pela arte de fotografar começou em casa, com a famosa máquina “love”, que ficava horas mexendo e testando os diversos ângulos que sua imaginação permitisse. Quando foi trabalhar na Fundação de Cultura decidiu viajar para São Paulo e fazer um curso de fotografia, ao retornar assumiu a função de fotografa da instituição, onde ficou por dois anos. Mas foi o estilo aventureiro e desbravador que levou Val Fernandes à Macapá, capital do Amapá, para trabalhar com o irmão a convite do jornalista Élson Martins. No outro Estado ela integrou o quadro do jornal Folha do Amapá, onde aprendeu o dia-a-dia da redação, do jornalismo. “Foi no jornal que aprendi de verdade a fotografar, foi no dia-a-dia da redação que adquiri conhecimento”, completa. Val confessa que sua dificuldade sempre foi em cobrir as reportagens policiais, já com as culturais unia lazer ao trabalho, pois cultura, arte fazem parte de suas paixões. Recomeço – Foram doze morando no Amapá, onde conquistou espaço, respeito, credibilidade e reconhecimento pelo trabalho que exercia. Mas em 2002 Val Fernandes retornou ao Acre, sua terra, dessa vez para ficar. Voltar significou enfrentar desafios, pois como ela mesma diz, “estava fora do processo de mudança ao qual o Estado vive”, mas afirma que a adaptação foi rápida. Reconhecimento – Morando em Rio Branco, ela assumiu o cargo de fotografa da FEM e acrescentou no currículo de exposições (antes participou de algumas exposições coletivas no Amapá) trabalhos como “Profissões Tradicionais”, “O mundo de quatro mulheres” que realizou junto a três outras mulheres, Laélia Rodrigues, Beth Lins e Ceiça Zeloso. Este ano Val foi a vencedora do Salão Hélio Melo de Fotografia. A profissão – Imaginar trabalhar em outra coisa que não seja fotografar é algo que Val não consegue. Diz que fotografia é a oportunidade de eternizar os fatos na história, e o que não pode deixar de estar sempre presente é a sensibilidade. Quanto ao projeto dos cartões-postais, este veio como mais uma realização, dessa vez, de um projeto antigo, que inclusive, há mais de um ano foi produzido com a ajuda da jornalista Aleta Dreves, mas só agora foi publicado. “Eu selecionei as fotos, a Aleta fez a arte e os cartões ficaram guardados por um ano. Agora decidi torná-lo real e estou feliz com o resultando, que são cartões clássicos, em preto e branco, que é um estilo que gosto muito”, diz. Informações – Os cartões estão à venda na loja Florestar, no Mira Shopping, na livraria Nobel e na Banca do Estudante. Cada cartão-postal custa apenas R$ 1. Mais informações com a própria Val Fernandes pelo telefone 9975-9533. |
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