| COTIDIANO | |
Vigilância apreende remédios Até medicamentos de tarja preta e vermelha foram encontrados nos comércios de Rio Branco sendo vendidos ilegalmente |
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Mais de 300 itens de medicamentos de tarja preta (considerado de alto risco) - entre eles paracetamol, diclofenaco, tetraciclina e até alprazolam, que só podem ser vendidos em drogarias - foram apreendidos pela Vigilância Sanitária Municipal por estarem nas prateleiras de comércios de produtos alimentícios. A ação é considerada criminosa, já que só quem possui o alvará para a venda de medicamentos, seja ele qual for, são as drogarias, segundo o chefe da Divisão de Produtos da Vigilância, Erisson Mota. Neste caso, além de terem os medicamentos apreendidos, os proprietários dos comércios foram autuados e poderão sofrer multas, penas educativas e até interdição dos estabelecimentos. A fiscalização vem sendo feita de forma intensificada pela Vigilância há 25 dias. Comércios dos bairros Calafate, Tucumã e Universitário foram os visitados mais recentemente, e o órgão promete continuar com a missão em outras regiões de Rio Branco. “Paralelamente aos comércios estamos visitando também as drogarias, que não estão livres de irregularidades. Já encontramos medicamentos vencidos ou medicamentos que foram vendidos sem receita médica, o que vem a ser muito grave também”, destacou o chefe da divisão. Vender medicamento sem receita médica é uma atitude de extrema irresponsabilidade, segundo Mota. Isso porque os medicamentos de tarja preta - que em geral são os que exigem prescrição médica - têm o mesmo efeito de drogas ilícitas. Caso ele seja tomado em dosagem não recomendada ou ainda por um tempo não recomendado, o paciente terá sérias complicações de saúde, entre elas a dependência química. Medicamentos como estes também estão à venda nos comércios de alimentos, destacou o chefe da divisão. “Encontramos caixas e mais caixas destes remédios em prateleiras de comércios como se fossem produtos comuns, que podem ser vendidos em qualquer lugar”, completou. Um dos casos mais graves foi o do glucantime, encontrado pelos técnicos da vigilância em um desses estabelecimentos. A droga não é comercializada em lugar nenhum, e sim distribuída pelo Ministério da Saúde para portadores de leishmaniose. “Isso significa que a droga foi desviada. Ela veio para ser distribuída para alguém e acabou indo para a comercialização”, reforçou o diretor do Departamento de Vigilância Sanitária, Edson Filho. O diretor disse que a fiscalização continua com todo o vapor. Os técnicos tão buscando ainda remédios para emagrecer, que vem tem uso cada vez mais crescente no Estado, sendo que muitos deles sequer possuem liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O Brasil é hoje o responsável por 90% do consumo mundial de produtos para emagrecer. São remédios que podem ser perigosos à saúde humana e que a Anvisa deverá tomar providências o quanto antes”, declarou Mota. Linguagem das tarjas Para imediata compreensão do risco e do grau de necessidade da prescrição médica os medicamentos são distinguidos com uma linguagem de tarjas impressas em suas embalagens. Tarja preta: informa que o medicamento é de alto risco, não pode ser usado sem prescrição médica e que só podem ser vendidos com apresentação da receita. As receitas destes tipos de medicamento ficam retidas nos estabelecimento distribuidor do medicamento e são recolhidas, periodicamente, pelos serviços públicos de saúde. Tarja Vermelha: o medicamento com tarja vermelha é de menor risco, ou seja, embora também seja vendido apenas com receita médica, não representa risco de vida, mas apenas de efeitos colaterais. Sem Tarja: a ausência de tarja não é um indicador de que o medicamento possa ser usado sem contra-indicação, mas apenas que pode ser vendido sem a apresentação da receita médica, assim, o consumidor deve manter os mesmos cuidados recomendados para os demais medicamentos com tarja. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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