COTIDIANO

Conscientização na tribo

Ministério da Saúde vai intensificar campanha de prevenção da Aids nas comunidades indígenas

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Dantas diz que técnicos farão
oficinas com trabalhadores da fábrica
de preservativos do Acre


Val Sales

O Ministério da Saúde (MS), por meio das secretarias estaduais, irá lançar no próximo dia 19 o “Selo Nacional de Prevenção da Aids” nas comunidades indígenas. O objetivo é ampliar o trabalho de conscientização e aprofundar os conhecimentos a respeito da aids e das demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Várias atividades serão desenvolvidas durante todo este mês na área de saúde e prevenção envolvendo as populações das áreas urbana e rural. No dia 20 a Secretaria de Estado de Saúde estará lançando o “Plano de Enfrentamento Nacional contra a Feminização da Epidemia do HIV/Aids”, estando ainda prevista a apresentação de um relatório contendo a atual realidade das mulheres infectadas pelo vírus HIV.

O objetivo, segundo o gerente da Coordenação Estadual do DST/Aids, Francisco Dantas, é fazer com que a partir desse trabalho, as equipes possam ter uma base mais sólida para elaborar o planejamento sobre a especessividade regional e cultural. “O trabalho de informação à comunidade não pára. É preciso que cada pessoa se conscientize da necessidade de se prevenir, seja ela homem ou mulher, jovem ou adulto”, enfatizou.

Como parte das atividades da programação da campanha, será realizada no dia 21, uma oficina voltada para as lideranças do Seringal Cachoeira. Nela os técnicos em saúde ministrarão palestras para os trabalhadores da Fábrica de Preservativos do Acre, além de avaliar os treinamentos que já foram desenvolvidos no setor. “Depois de receber a capacitação, os trabalhadores precisam ter consciência da importância da produção para a prevenção dos outros e da sua própria”, completou Dantas.

No dia 30 irá acontecer um seminário sobre a transmissão vertical e a sífilis congênita. O objetivo é informar sobre as maneiras de evitar que a aids seja transmitida de mãe para filho, sendo que uma das formas aconselhadas pelos especialistas é a realização do teste rápido e do pré-natal. Já a sífilis congênita é conseqüência da infecção do feto pelo “Treponema pallidum” por meio da placenta de uma mulher grávida que esteja infectada.

A ocorrência da doença dá-se devido às falhas no serviço de saúde, principalmente no pré-natal. O diagnóstico precoce e o tratamento da gestante são eficazes na prevenção. A transmissão é predominantemente sexual, e aproximadamente um terço dos indivíduos expostos a um parceiro com sífilis adquirirá a doença.

De acordo com os especialistas em saúde, a transmissão para o feto pode ocorrer em qualquer fase da gravidez, acarretando aborto espontâneo, morte do feto, prematuridade e recém-nascidos com sintomas da doença e até mesmo aparentemente normais. Algumas vezes a infecção pode passar despercebida, dependendo do tratamento ou não que a mãe recebeu. (fonte: www.aids.gov.br).

O que saber sobre a Aids

A Aids é uma doença que se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, mais conhecido como HIV.

Esta sigla é proveniente do inglês - Human Immunodeficiency Virus.
Também do inglês deriva a sigla AIDS, Acquired Immune Deficiency Syndrome, que em português quer dizer Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Síndrome-Grupo de sinais e sintomas que, uma vez considerados em conjunto, caracterizam uma doença.
Imunodeficiência-Inabilidade do sistema de defesa do organismo humano para se proteger contra microorganismos invasores, tais como: vírus, bactérias, protozoários, etc.

Adquirida-Não é congênita como no caso de outras imunodeficiências. A aids não é causada espontaneamente, mas por um fator externo (a infecção pelo HIV).

O HIV destrói as células responsáveis pela defesa do organismo, tornando a pessoa vulnerável a outras infecções e doenças oportunistas chamadas assim por surgirem nos momentos em que o sistema imunológico do indivíduo está enfraquecido. (fonte: www.aids.gov.br).

A aids e a mulher

De acordo com dados apontados pela Coordenação Estadual do DST/Aids, metade dos diagnósticos de HIV positivo é detectada em mulheres, o que leva os especialistas a crerem que a classe feminina ainda não aprendeu a usar o preservativo, somado ao fato de que a sociedade continua movida pelo sistema paternal e o capitalista, tornando a mulher vítima desse mesmo regime e mais vulnerável nos setores econômico, social e sexual.

No Acre a realização da testagem rápida para detectar o vírus HIV apontou um crescimento no número de pessoas que estão vivendo com a doença. Nos últimos meses 27 novos casos foram detectados, somando-se aos mais de 300 já registrados pela coordenação. “O aspecto positivo na questão é que, com isso, a saúde pública está conseguindo diagnosticar com mais rapidez e oferecer tratamento mais cedo para que as pessoas vivam mais tempo e melhor”, explica o gerente, Francisco Dantas.

 

 
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Rio Branco-AC, 10 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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