POLÍTICA

Deputado Nilson Mourão rebate críticas da Veja a Jorge Viana

Matéria ataca ex-governador com “meias verdades”, diz Nilson Mourão

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Nilson Mourão: “Jornalista afirmou
apenas parte da verdade”


O deputado federal Nilson Mourão (PT-AC) defendeu o projeto de desenvolvimento do Governo da Floresta, liderado durante dois mandatos da Frente Popular pelo ex-governador do Acre, Jorge Viana. O pronunciamento do parlamentar foi motivado pela reportagem da revista Veja (edição 2003, de 11 de abril de 2007), assinada pelo jornalista Leonardo Coutinho. Na reportagem, o ex-governador é atacado “com meias verdades”, como mostrou o deputado.

De acordo com Mourão, Coutinho e a revista não fazem uma avaliação completa da situação do desmatamento na região e induzem o leitor ao erro. “O jornalista afirma apenas parte da verdade porque não foi suficientemente verdadeiro quando omitiu que, no Acre, o ritmo de desmatamento é um dos mais baixos de toda a Região Norte”, disse ontem o deputado Nilson Mourão.

A matéria tenta mostrar que o governo do Acre não deu a devida atenção às questões ligadas à defesa do meio ambiente, sem apresentar dados mais abrangentes da realidade amazônica. A revista tem se posicionando contrária às administrações petistas.

“O jornalista não informa o leitor que o ritmo anual do aumento do desmatamento no Acre foi menor que a média da Amazônia nos últimos oitos anos que ele comparou. Isso deixa bem claro que o intuito é apenas desacreditar um governo que pautou suas atividades pela defesa do meio ambiente”, garante Mourão.

Nilson Mourão avalia que nos dados apresentados por Leonardo Coutinho não é contabilizado um aspecto importante na leitura dos números: a metodologia usada para verificar o tamanho do desmatamento. “O trabalho realizado pelo Imazon (que foi pago pelo governo do Estado) utiliza metodologia mais detalhada, em uma escala de 1 para 50 mil. Isso possibilita verificação de área de desmate a partir de 0,5 hectare, enquanto o estudo do INPE (que faz um monitoramento regional) usa imagem de 1 para 250 mil, o que possibilita a verificação de áreas desmatadas somente a partir de 6,25 hectares. O estudo do INPE constatou aumento em torno de 12% da área do total desmatada no Estado. O do Imazon indicou uma área de 11%. Como pode haver essa diferença? Primeira explicação: a medotologia. O INPE não retirou as áreas já regeneradas: apenas fez uma soma bruta de cada ano desmatado, sem considerar o que já tinha sido regenerado. “A pesquisa do Imazon fez uma classificação mais precisa, somando apenas as áreas realmente desmatadas”, esclareceu o deputado petista.

 
 
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Rio Branco-AC, 10 de abril de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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