| POLÍTICA | |
Pelos caminhos da Amazônia IV Encontro Estadual de Fé e Política reúne membros de todas as religiões para debater ações em favor da região |
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A contaminação das águas e em especial o desrespeito das pessoas com as nascentes, margens de rios e igarapés estão sendo um dos focos das reuniões do movimento ecumênico Fé e Política, que realiza seu quarto encontro no dia 20 de outubro deste ano, na escola Armando Nogueira. Com o lema “Deixa de falar e vem zelar”, os integrantes do movimento convidam a comunidade ao debate e desafiam cada um de seus membros à realização de ações práticas que podem começar em casa com medidas simples como não lavar o carro e a calçada com água tratada, muito menos irrigar o jardim porque o cloro prejudica o solo e maltrata as plantas. Várias medidas foram propostas durante a reunião realizada na última terça-feira e ontem mesmo algumas já estavam sendo postas em prática. Uma delas foi a de fazer de parte do bairro do Aeroporto Velho uma área “piloto” onde serão realizadas as ações de preservação do rio Acre, a começar pelo levantamento do casario localizado a até 30 metros de suas margens. Nesse trabalho também se inclui a identificação de áreas críticas de desbarrancamento, erosões ou olhos d’água que mereçam atenção. As reuniões vêm sendo realizadas e as ações, apoiadas pelo gabinete do deputado federal Nilson Mourão, que está situado na rua 24 de Janeiro, em frente ao Juizado Especial do Segundo Distrito. “A ocupação desordenada, o descuido das pessoas que jogam lixo e entulhos nas margens do rio, bem como a contaminação por produtos químicos ou restos orgânicos prejudicam a qualidade da água e comprometem a qualidade de vida de quem vive às margens do rio”, explica a secretária executiva Kátia Neves, especializada em gestão ambiental. “Nós somos parte do problema ao mesmo tempo que também somos parte da solução desse problema que nos afeta. Sozinhos faremos pouco, mas unindo esforços seremos capazes de corrigir esses problemas e mudar tudo para melhor”, disse. Representando os moradores do antigo seringal Catuaba, Ivanildes Lopes lembrou a história de luta de sua comunidade pela conquista da terra que está situada abaixo da capital duas horas de canoa, onde já nota a presença da poluição que compromete a qualidade das águas. Ela propôs medidas práticas, as quais começam com a conscientização dos ribeinhos para a importância do rio como sua via de transporte e das suas águas como essencial à vida. O mestre Francisco Araújo, um dos representantes da religião ameríndia do Santo Daime, lembrou que na igreja da Barquinha, fundada pelo patriarca Manoel Araújo, funciona há mais de 40 anos uma escola construída pela própria comunidade, bem à entrada do bairro da Conquista, onde há sério problema de contaminação das águas do igarapé Fundo. Por conta disso, a escola passará a orientar os alunos e a comunidade para a necessidade de que todos participem do trabalho de recuperação desse caminho das águas. Mãos à água - “Nossa proposta é a realização de ações práticas como a preparação de covas para o plantio de mudas que pretendemos intensificar na Semana Mundial de Meio Ambiente, que acontece na primeira semana e junho”, afirmou. “Para que esses trabalhos de conscientização, preservação e recuperação ambiental se transformem em realidade, é necessária a participação de estudantes, igrejas, associação e demais integrantes da comunidade em parceria com a prefeitura e governo do Estado, pois a responsabilidade sobre o mundo cabe a cada um de nós”, destacou Kátia Neves. |
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