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Resenha musical da semana rock’n roll Depois de show, no último domingo, a avaliação sobre outros talentos da música acreana em uma resenha musical |
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Depois do show o bate-papo em uma mesa de churrasquinho resulta no compromisso de fazer uma resenha sobre a apresentação de algumas das bandas que se apresentaram no 1º Galpão do Rock, realizado no último domingo, no Galpão das Artes. Com uma páscoa regada a muito rock, é chegada a hora de falar um pouco das bandas Marlton e Camundogs. Marlton: muito além do emocore Pouco depois das 22 horas, sobe ao palco do 1º Galpão do Rock, a banda Marlton. Diferente das melodias, as letras são bem simples, diretas e sinceras. Durante o show, Dito afirma que a banda é o que restou da Afasia, tenho que discordar, pois de Afasia, Marlton já não tem mais nada. Na verdade, a banda daria uma boyband perfeita: um baixista com pinta de surfista, um guitarrista dos olhos claros, um batera fofinho e um vocalista que é uma graça – mas eles estão aí pra fazer rock e fazem com gosto. “Os Erros”, “Disfarce” e “Escolhas” não deixam dúvidas de que são canções da mesma banda. Mas “Sthockolm” deixa claro que é uma nova produção, uma canção para expor a evolução da banda, por isso, merece destaque. Dito está soltando a voz sem medo, o batera não hesita em demonstrar que sabe muito bem o que está fazendo ali, o baixista mantém a postura e o guitarrista sabe expor suas influências sem destoar com o resto da banda. Na penúltima canção os garotos fizeram o público entrar numa dança diferente com “I wanna hold your hand”, dos Beatles, arrancando aplausos surpresos do público pelo bom desempenho. Camundogs: uma nova versão de uma outra geração E assim, Marlton deixa preparado o palco para uma banda de geração totalmente diferente da sua: Camundogs. O show mostra que Camundogs é uma banda madura, que sabe muito bem o que está fazendo e onde quer chegar, por isso, estão indo cada vez mais longe. Em “O Termo”, música nova, o público fica sem fôlego pelo vocalista, é até difícil fechar os olhos e curtir o show sem ficar prestando atenção na performance do grupo. Depois de “Espelhos”, Camundogs deixou a platéia escolher o repertório se expondo ao o risco do que acabou acontecendo: negar o pedido de uma música que não estava ensaiada – “Subterfúgio”. Mas no meio do show, Aarão confirmou o que eu já havia suspeitado: “isso aqui não é show, é uma apresentação para amigos”, disse. Talvez sim, talvez não. O certo é que Camundogs tem domínio de palco e de público, eles ficam à vontade e deixam qualquer um com a sensação de também fazer parte do show. “Caro Zé” e “Todos Querem Jogar” são as minhas preferidas. Esta última - oferecida aos amigos “porongueiros” pela coragem e entusiasmo de se arriscar numa vida musical longe de casa – foi mesclada com as letras dos “Los Porongas”, deixando a canção num estilo bem “Porondogs”. O resultado não podia ser outro: a galera aplaudindo antes mesmo do término da canção. A interação entre os integrantes e a performance geral do grupo faz acreditar que, enfim, a Camundogs é essa, e estamos muito bem servidos obrigada!. |
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