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Do Editor |
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| Na justa medida A ação simultânea dos agentes federais e do Ibama durante a operação Novo Empate foi uma demonstração de que quando há vontade política é possível combater a corrupção que corrói o Brasil. É elogiável a ação que prendeu corruptos e corruptores com o objetivo de proteger a floresta, ou “empatar o desmate”, como preferiria o saudoso ambientalista Chico Mendes. A ministra Marina Silva, muitas vezes criticada, sabe mostrar firmeza e decidir as questões no momento certo. Característica ponderadora de quem tem o dom de ser mãe de filhos e da floresta. A corrupção que envenena nossa sociedade e coloca em dúvida a credibilidade das instituições consegue estender seus tentáculos para ameaçar e destruir a diversidade de vida contida em nossas florestas para transformá-la em lucro. Aqueles que amam o vil metal (ouro) e por ele tudo fazem de desonesto e mau não podem se queixar de, por vezes como agora, verem-se ornamentados com pulseiras de aço prateado que se traduzem em algemas. Contudo, o mal não está vencido. A prisão dessa meia dúzia deve ser encarada apenas como o começo de um processo de limpeza que, pela sabedoria popular, há de varrer de vez, do Acre e do Brasil, em outubro, essa gente que consome nossos recursos ambientais e públicos para satisfazer seus prazeres pessoais sem se importar com os mais humildes. Quanto à suspensão de todas as atividades madeireiras na Amazônia, fica uma réstia de dúvida sobre o que será feito dos milhares de famílias que sobrevivem dessa atividade. Lugar de criminoso é na cadeia. Contudo, é preciso tomar medidas que contenham a crise social que essa justa medida vai desencadear. |
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