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NACIONAL

Vavá usou nome de Lula em lobby, diz investigação da PF

Treze presos na operação Xeque-Mate foram liberados

 


A Polícia Federal em Mato Grosso do Sul afirmou ontem que 13 presos pela Operação Xeque-Mate foram liberados na noite de sexta-feira, quando a Justiça prorrogou a prisão temporária de apenas 67 dos 80 detidos sob suspeita de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.

Durante a operação, na segunda-feira, a PF realizou busca e apreensão na casa de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo, no ABC Paulista.

Vavá foi indiciado por tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário. A PF chegou a pedir a prisão do irmão de Lula, mas a Justiça indeferiu o pedido alegando que o tráfico de influência e a exploração de prestígio não beneficiaram a máfia dos caça-níqueis e que ele não faria parte da quadrilha.

Segundo o Blog do Josias, uma escuta instalada pela Polícia Federal no telefone da casa de Vavá indica que o irmão de Lula usava o nome do próprio presidente em sua atividade de lobby.

As gravações revelam também que Lula, informado sobre a movimentação do irmão em “ministérios” de Brasília, teria chamado Vavá para dar uma bronca.

Vavá ainda teria oferecido serviços de lobby no Judiciário, segundo reportagem publicada ontem pela Folha. O irmão de Lula teria participado de reuniões em São Bernardo do Campo e Brasília com agropecuaristas para tentar reverter decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Prorrogação - O juiz da 5ª Vara Federal de Campo Grande (MS), Dalton Igor Kita Conrado, autorizou sexta-feira a prorrogação de 27 presos, entre eles estão Nilton Cézar Servo, apontado como um dos líderes da máfia dos caça-níqueis, e Dario Morelli Filho, compadre do presidente Lula. Já a Justiça de Três Lagoas (MS) prorrogou a prisão de outros 40.

O delegado da PF Alexandre Custódio, que preside o inquérito sobre a máfia dos caça-níqueis, pediu sexta-feira à Justiça a prorrogação da prisão temporária, que vencia à meia-noite, de parte dos suspeitos que foram detidos na Operação Xeque-Mate para confrontar declarações contraditórias dos depoimentos dos envolvidos.

Depoimentos - Sexta-feira, a PF tomou os depoimentos da advogada Maria Dalva Cristina Martins, mulher de Nilton Cézar Servo; de Hércules Mandetta Neto, irmão do secretário municipal de Saúde de Campo Grande (MS), Luiz Henrique Mandetta; de Ari Silas Portugal, que estava foragido e se entregou sexta-feira à PF; e de Andrei Cunha.

Segundo a assessoria da PF, Martins foi ouvida sexta-feira porque, na segunda-feira, quando foi presa, se recusou a falar.

Já Mandetta Neto estava foragido e se apresentou na noite de quarta-feira à PF. Cunha já havia prestado depoimento, mas resolveu colaborar com as investigações e falar novamente. Com isso, ele deve ter o benefício da delação premiada. A Polícia Federal ainda procura por mais cinco acusados que estão foragidos.

Operação - Na segunda-feira, a PF prendeu 76 pessoas. No dia seguinte, a PF anunciou a prisão de mais duas pessoas --Nilton Cézar Servo e seu filho, Victor Servo.

Cézar Servo é investigado por ser dono de máquinas de caça-níqueis em vários Estados e teria ligações com Vavá.

Além de Vavá, Servo também seria ligado ao compadre de Lula, Dario Morelli Filho. Os dois seriam sócios em uma casa de jogos na Baixada Santista. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 10 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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