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Fé e política são discutidos em encontro Movimento propõe que pessoas honestas ajudem a melhorar o Brasil |
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Juracy Xangai Representantes das mais diversas igrejas baseadas no Acre reuniram-se mais uma vez na manhã de ontem para dar continuidade aos debates do movimento Fé e Política, que realizará seu IV Encontro Estadual em 20 de outubro, tendo como tema principal a Amazônia. Após a saudação feita pelo pastor Afonso Geber e a oração inicial do professor Enoque, os participantes dividiram-se em três grupos de trabalho para fazer uma reflexão sobre os motivos que levam à existência do Movimento Fé e Política e quais são seus objetivos práticos a fim de contribuir para a melhoria do mundo em que vivemos. A reunião, que acontece a cada dois meses no espaço cedido pelo deputado Nilson Mourão em seu gabinete, contou com sua presença e o relato de recente leitura sobre uma pessoa que, em sua busca a Deus, havia se convertido ao hinduismo, depois ao islamismo, cristianismo e outras religiões não menos conhecidas e após muitos anos chegou à conclusão de que o que ele buscava, que era a proposta do desenvolvimento espiritual para o aperfeiçoamento do ser humano e seu mundo, estava presente em todas as religiões que visitara. “O dalai lama Kempo Tenzin Rimpoche simplifica esse entendimento ao declarar que o importante é cada um viver bem as suas tradições. Particularmente, entendo que precisamos ter a convicção de que todos que buscam Deus são nossos irmãos, não importando a denominação religiosa que professem. Por isso nosso movimento ecumênico é aberto para a diversidade religiosa e cultural tão característica de nosso país. Mas sem esquecermos que, além do respeito às demais religiões, faz-se necessário respeitar e estimular a prática dos valores humanos que propõem a melhoria das condições de vida para todas as pessoas e para o mundo em que vivemos”. Entre suas conclusões, o grupo dois destacou que o ecumenismo leva a uma melhor compreensão das diversas práticas religiosas, mas sem discutir religião, e sim os interesses comuns no sentido de defesa e progresso da família, melhoria das condições de vida, contra a poluição e o aquecimento global do planeta, enfim, desenvolvendo o pleno respeito aos direitos da pessoa, à natureza e a Deus sobre todas as coisas. Já o grupo um enfatizou o fato de que nas próprias comunidades religiosas ainda existe muita desinformação sobre o que é e o que propõe o ecumenismo. Isso chegaria ao ponto de que em muitas comunidades religiosas o movimento ecumênico é encarado como meio para que as igrejas tomem fiéis umas das outras. Isso seria fruto de uma sociedade individualista em que cada um está voltado apenas para interesses pessoais sem se dar conta de que todos vivemos em comunidade e que os atos de um afetam direta ou indiretamente a vida dos demais, seja positiva ou negativamente. Por fim, o grupo três esclareceu que as questões religiosas e políticas estão por demais entrelaçadas para que possam ser separadas. Portanto, cabe às lideranças sérias e honestas tomar consciência de seu papel no processo de melhoria da sociedade. Isso porque a maioria das pessoas que se a creditam sérias, honestas e trabalhadoras costumam declarar-se alheias à política porque não querem envolver-se com essas questões. O resultado é que com isso abrem espaço que acaba sendo ocupado por pessoas desonestas e aproveitadoras que só utilizam o poder na defesa de interesses próprios e em prejuízo de toda a sociedade. Por isso a proposta do movimento Fé e Política é trabalhar para modificar essa situação colocando na política pessoas mais comprometidas com os interesses coletivos da sociedade acreana e brasileira como um todo. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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