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Em defesa da paz mundial Comunidade libanesa no Acre discute a guerra no Oriente Médio |
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Libaneses e descendentes se reuniram ontem com o deputado federal Nilson Mourão e parlamentares do Estado e do município para discutir a guerra no Oriente Médio, que já matou mais de mil pessoas, 900 delas no Líbano. A violência assusta os que estão distantes, mas mantêm família na região que há cerca de um mês vem sendo atingida por foguetes e bombas. O sírio-libanês Abrahim Farhat foi um dos participantes do encontro e defende a paz e a convivência entre os países. Para ele, é preciso haver tolerância e respeito entre as nações para que esse objetivo seja alcançado. O vereador Pascal Khalil é libanês e falou da última viagem que fez à região onde ocorre o conflito. Segundo ele, a situação é complexa e difícil de ser resolvida porque tem como base a disputa de território e é potencializada por questões religiosas. “Todos acabam sendo atingidos, principalmente os palestinos e libaneses”, ressaltou. Khalil lembrou ainda que a região que está sendo destruída hoje é a mesma que durante cinco anos sofreu com uma guerra civil e já havia sido reestruturada. O parlamentar garantiu que o cenário de Beirute parece apocalíptico, uma cidade fantasma. “Qualquer manifestação tem que ser em prol da paz e da convivência”, acrescentou. A deputada estadual Naluh Gouveia, que também participou da reunião, disse que a situação vivida pelos libaneses e israelitas, assim como o caos da violência, é semelhante a um filme de terror. Ela defende que as informações sobre o fato devem ser repassadas de forma clara para os jovens acreanos por meio das escolas. O vereador Márcio Batista disse que a idéia do culto ecumênico, proposto durante o encontro, pode ser o início de uma série de atividades que podem ser feitas em prol das comunidades. Desde o começo do conflito cerca de 3 mil foguetes já foram lançados contra o território israelense. O estopim que deu início a violência foi o seqüestro de dois soldados israelenses no último dia 12, levado a cabo pelo Hizbollah. A ação deixou ainda outros oito soldados e dois membros do Hizbollah mortos. Desde então, Israel ataca o Líbano por terra, ar e mar, deixando inúmeras cidades libanesas destruídas, sem luz, água e telefone. Cerca de 10 mil soldados ocupam parte do território libanês e travam sangrentas batalhas com membros do Hizbollah no sul do país. 64 soldados israelenses já morreram nos conflitos. (fonte Folha OnLine). |
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| Com Moisés Alencastro |
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