OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

Sem especulação, apenas investigação

Hipóteses diversas começaram a surgir ontem na cidade na tentativa de elucidar a morte do coordenador do Programa de DST/Aids no Acre, Francisco Dantas, assassinado na madrugada de sábado e abandonado em um igarapé na estrada do Quixadá. Entretanto, a maioria delas em nada vai ajudar nas investigações e até podem causar sofrimento à família de Dantas.

É claro que a polícia não descarta nenhuma possibilidade. Se assim o fizesse, não estaria agindo com o objetivo de elucidar o crime. Mas muito do que se ouviu na cidade ontem não passa de falácias, coisa de quem não tem nada a fazer, a não ser promover dor e constrangimento aos outros.

O pedido que se faz à polícia é de que procure dar ampla divulgação a respeito do andamento das investigações. Assim estará evitando o surgimento de informações desencontradas que favorecem as mais diversas especulações.

O que se quer é investigação e não especulação ou boatos. A família de Francisco Dantas está sofrendo, seus amigos também.

Talvez ele seja, a partir de agora, um símbolo para aqueles que lutam contra o avanço da Aids no país, já que nos últimos anos se tornou referência no assunto. Mais ainda, ele deve ser considerado um nome a ser lembrado também na luta contra a homofobia e o que se espera é que seja homenageado como uma pessoa que contribuiu para a garantia dos direitos dos homossexuais.

 

 
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Rio Branco-AC, 10 de agosto de 2007
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