FRASE
“Só abro mão do capitalismo
se for por muito dinheiro.”
Jornalista Juracy xangai

Cãibra na língua
Este jovem moreno da foto é o professor Inácio Moreira. Comunista, tem se empenhado nos últimos meses em muitas conversas na capital e no interior do Estado para garantir alianças em vários municípios. Recentemente, de tanto falar, teve cãibra na língua. O repórter fotográfico Odair Leal registrou no instante em que se preparava para comer banana com o objetivo de não sofrer mais com o problema.
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Nova eleição
Partidos da oposição se empenham em tentar a disputa em Rio Branco para o segundo turno acreditando que o turno extra será uma nova eleição. O raciocínio está errado. Não há duas eleições completamente diferentes. O que há é uma eleição disputada em duas rodadas.
Chegada na frente
Quando a eleição é disputada em dois turnos, os candidatos devem se empenhar para chegar à frente na primeira rodada. As chances de vitória no segundo turno aumentam sobremaneira para o vitorioso no primeiro.
Tamanho da vantagem
Quanto maior for a vantagem no primeiro turno em relação ao segundo colocado, maiores são as chances de que vença a eleição também no segundo turno.
Números comprovam
Os números comprovam as afirmações anteriores. Entre 1990 e 2006, ocorreram 69 segundo turnos nas eleições para governos estaduais. Em 71% dos casos, o candidato que chegou na frente venceu no segundo turno. Onde aconteceu a virada (29%), a diferença entre os candidatos foi mínimia.
Viradas nas capitais
Nas eleições para prefeitos de capitais, a dificuldade para virar é maior ainda. Entre 1996 e 2004, foram realizadas 40 eleições com segundo turno. Em 88% dos casos não houve virada.
Grau de informação
O que influencia para que não ocorram viradas nas capitais é que nessas cidades, provavelmente, o eleitor é submetido a uma maior quantidade de informações, o que lhe possibilita decidir com mais rapidez.
Os coitadinhos
Vendo o que cada vereador de Rio Branco declarou ter gasto para se eleger em 2004, dá dó dos coitadinhos. Nenhum deles superou os R$ 100 mil. Teve parlamentar que disse ter desembolsado R$ 30 mil, mas o maior percentual foi de R$ 50 mil.
Mais economia
Para este ano, os atuais ocupantes de mandatos na capital afirmam que vão gastar menos ainda. Para se ter uma idéia, o PT, que tem 17 candidatos, declarou que pretende desembolsar apenas R$ 150 mil com todas as candidaturas. O mesmo valor é previsto pelo PPS, que tem dois candidatos.
Gasto maior
A maior previsão do gasto com vereadores é do PSB, que tem três parlamentares na capital. Os socialistas prevêem jogar na campanha a bagatela de R$ 400 mil. Em seguida vêm os comunistas, com duas candidaturas, que investirão R$ 200 mil.
Peça de ficção
Essas previsões de gastos e as prestações de contas dos candidatos são verdadeiras peças de ficção. Os candidatos fingem que estão repassando os valores corretos e a Justiça Eleitoral finge que acredita. Essa é a realidade.
Clodovil e Gracil
Esta foi ouvida por leitor e colaborador da coluna nas proximidades da Gameleira, no Segundo Distrito: “Se na Câmara de Brasília tem o Clodovil, vamos trabalhar para na Câmara de Rio Branco ter o Gracil”. Gracil Roque é candidato a vereador pelo PMN.
Sandália da humildade
Tempo de eleição é bom demais. É quando todo mundo, até o mais arrogante ocupante de cargo público, resolve calça a sandália da humildade. É também quando o “Zé Ruela” vira importante e é tratado como verdadeiro cidadão.
Asfalto e estrada
A história tem demonstrado que a combinação estrada e asfalto resulta em voto para quem os faz. Por isso é que não está dando para compreender os motivos que fazem com os que candidatos governistas estejam encontrando dificuldade para fazer decolar suas candidaturas a prefeito em alguns municípios ao longo da BR-364.
Três a três
As obras da BR-364 contemplam seis municípios. Em três deles - Sena Madureira, Feijó e Cruzeiro do Sul -, os candidatos da FPA vão sofrer se quiserem vencer. Nos outros - Manuel Urbano, Tarauacá e Rodrigues Alves -, a tarefa é mais facilitada.
Falta adversário
Nos municípios de Manuel Urbano, Tarauacá e Rodrigues Alves, a tarefa é mais fácil porque os candidatos mais fortes são de partidos da FPA. Em ao menos dois deles, quem ganhar fará pouca diferença.
Força dos líderes
Quem jogará papel fundamental em Sena Madureira, Feijó e Cruzeiro do Sul serão os líderes da FPA. O governador Binho Marques está muito bem avaliado nos municípios. O mesmo pode ser dito do senador Tião Viana e do ex-governador Jorge Viana. Eles terão voz ativa nas campanhas.
Discurso da união
Juarez Leitão (PT) tem muito para crescer na disputa pela prefeitura de Feijó. O deputado estadual pode adotar o discurso de que terá mais facilidade para continuar o trabalho de Francimar Fernandes por ser da FPA e contar com o apoio dos governo do Estado e federal.
Razão no referendo
É fácil saber com quem está a razão no referendo que será realizado na Bolívia hoje: os ricos de um dos países mais pobres do mundo são contrários ao governo de Evo Morales.
Amadurecimento político
Foi preciso um Vando Torquato aparecer para os petistas e comunistas de Tarauacá amadurecerem. Lideranças dos dois partidos souberam costurar muito bem a ampla aliança que tem Chagas Batista e Jasone Silva como candidatos a prefeito e a vice-prefeito, respectivamente.
Várias árvores
Como estamos em tempo de Olimpíadas, é bom lembrar que a turma do Governo da Floresta resolveu adotar o provérbio chinês de que uma floresta não é feita apenas de uma árvore. É por isso que há várias lideranças.
Capital técnico
No passado, quando se falava na possibilidade de um partido dito de esquerda chegar ao governo, os primeiros questionamentos eram sobre a capacidade que teria para preencher os cargos públicos. Atualmente, uma dos maiores capitais da FPA é o técnico. Tem uma turma que acumulou conhecimento demais.
Time caseiro
Esses técnicos da FPA não são apenas os importados, que costumam “vazar” tão-logo o governo acaba. Essa turma boa é formada, em sua maioria, pela prata da casa. São jovens que se qualificaram e estão dando conta do recado.
Dia da emboscada
A coluna de ontem saiu com a informação de que Plácido de Castro houvera morrido na emboscada feita por Alexandrino José da Silva em 9 de agosto de 1908. A informação saiu de forma equivocada. O líder da Revolução Acreana morreu dia 11. Amanhã, portanto, completam-se 100 anos do assassinato.
Frase de Plácido
Outra incorreção relacionada a Plácido de Castro é a de que ele teria pronunciado a frase “E ainda há muito a fazer pelo Acre”. Quem criou a frase, segundo o juiz aposentado Rivaldo Guimarães, foram o jornalista Garibaldi Brasil e o historiador Océlio Medeiros.
Sem programação
Embora tenha sido anunciada, o governo não elaborou uma programação para lembrar o centenário da morte de Plácido de Castro. O gaúcho merecia. Assim como Chico Mendes, está no livro dos Heróis da Pátria.
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