COTIDIANO

Pescadores lutam por cooperativa em Boca do Acre


Edmilson Ferreira

Cerca de 400 pescadores e agricultores de Boca do Acre lutam para criar uma cooperativa de aqüicultura e pesca no município, localizado a 205 quilômetros de Rio Branco na região Sul do Amazonas. O líder do movimento, João Rocha, diz que com a cooperativa, que segundo ele tem “mais poder de fogo” que uma colônia de pescadores, será possível gerar empregos diretos e indiretos para cerca de cinco mil pessoas. “Precisamos do apoio do governo para montar essa cooperativa. Os associados são pessoas muito carentes e qualquer dinheirinho faz falta para eles”, diz Rocha, que busca recursos para cuidar da parte burocrática da cooperativa e para financiar os primeiros projetos, que se constituem de açudes e equipamentos.

Segundo Rocha, o grupo não quer mais se manter filiado à colônia de pescadores porque não estão sendo devidamente contemplado em suas reivindicações. A cooperativa reuniria, também, trabalhadores extrativistas e criadores de animais silvestres, atividade que seria realizada com acompanhamento e autorização dos órgãos oficiais. Rocha prevê a construção de dois mil açudes no melhor período de operação da cooperativa. O peixe criado em cativeiro, se bem tratado, está apto para o mercado em um período de 12 meses, quando já consumiu cerca de quatro quilos de rações e pesa entre dois a três quilos. O produtor poderá entregar o peixe vivo a R$ 4 o quilo. Na venda a varejo, o preço nos mercados municipais e supermercados é, em média, de R$ 7, segundo levantamento do Sebrae em Rio Branco.

 

 
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Rio Branco-AC, 10 de novembro de 2004
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