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Música e canto para evitar violência em escolas públicas Polícia da Família leva lazer a estudantes e descobre talentos |
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Uma idéia implantada na escola Berta Vieira de Andrade (bairro São Francisco), para fazer frente a grande evasão escolar - motivada pela violência - trouxe resultados tão animadores que estimulou idéias de expansão para novas comunidades como é o caso das escolas Glória Perez (conjunto Xavier Maia) e Maria Antônia Fernandes, no bairro Santa Inês. É o projeto “Música, Escola, Polícia e Família”. Na escola Berta Vieira, integrantes do Pelotão do Policiamento Escolar - que também integram a banda da música da PM - levaram seus instrumentos para escola e iniciaram algumas aulas experimentais. Inicialmente a idéia era apenas “testar” o interesse dos alunos. Em pouco tempo o número de interessados triplicou. Integrantes do programa Polícia da Família foram convidados a colaborar. Só na escola Berta Vieira são 200 alunos estudando música e canto. A violência despencou e as vagas disponíveis pela evasão escolar foram preenchidas. Projeto em expansão chega a mais duas escolas A coordenadora do Projeto Polícia da Família, delegada de polícia Civil Maria Lúcia Jaccoud, chamou para si a responsabilidade de expandir o programa. Para fazer frente às dificuldades de recursos, equipamentos musicais e instrutores montou uma equipe de trabalho e elaborou um projeto denominado “Música, Escola e Polícia e Família, atingindo o número de 600 estudantes e chegando a mais duas escolas. Com o projeto embaixo do braço a delegada Lúcia foi ter com o secretário de segurança Antônio Monteiro e este de imediato abraçou a causa. Um convenio entre o Governo do Estado e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), proporcionou condições para aquisição de equipamentos e tudo mais necessário para levar o programa as comunidades citadas. Na terça-feira o programa será apresentado pela primeira vez aos alunos da escola Glória Peres, no conjunto Xavier Maia. Programa cria inclusão social e geração de renda Entre as boas iniciativas do projeto, além de a inclusão social é a geração de renda para nove alunos que receberão treinamento para atuaram como instrutores auxiliares. Os alunos selecionados entre estudantes com maior freqüência escolar e melhores notas, irão receber um salário mínimo durante dois anos, tempo de previsão da execução do projeto. A delegada Maria Lúcia garante: “Essa renda é superior aos vencimentos de muitas famílias habitantes no entorno das escolas atingidas pelo programa e, portanto, é um incentivo a mais para os estudantes se esforçarem em fazer parte do seleto grupo”. A coordenação didática está a cargo do Centro Musical Nicke. A cada seis meses os estudantes farão uma apresentação pública, expondo o aprendizado em concertos no Anfiteatro Jorge Nazaré (Concha Acústica) no Parque da Maternidade. Nesta terça feira-feira, 14, às 9 horas, o projeto estará sendo apresentado aos estudantes da escola Glória Perez, pela delegada Maria Lúcia. Uma explanação minuciosa do custo-benefício será levado ao conhecimento dos estudantes, direção da escola e pessoas da comunidade interessadas no assunto. (Assecom/Sejusp). |
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