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   EM DEFESA DO CIDADÃO

Ministério Público Estadual empossa promotores substitutos

Eles vão atuar nos municípios de Tarauacá, Feijó e Cruzeiro do Sul


SOLENIDADE de posse dos novos promotores aconteceu semana passada


O Ministério Público do Estado do Acre (MPE) empossou na última semana três novos promotores substitutos. Eles vão atuar nos municípios de Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. O 10º Concurso para Promotor de Justiça Substituto do MPE que teve início em junho de 2005 contou com 1.704 inscritos. Vinte vagas estavam disponíveis para o quadro efetivo, para serem distribuídas em promotorias nos municípios do interior do Estado, segundo carências verificadas pela instituição, porém apenas quatro candidatos foram aprovados: Glaúcio Ney Shiroma Oshiro e Marco Aurélio Ribeiro Marcos Antônio Galina, e Elissandra Toscano B. N. Verardi, esta última passou no concurso do MPE do Amapá e optou por este Estado.

O certame constou de quatro etapas: prova preambular, prova escrita de respostas fundamentadas, exames psicotécnicos e de saúde física e mental, prova oral e prova de tribuna. Apenas 13 candidatos conseguiram chegar a Prova de Tribuna realizada no Fórum Barão do Rio Branco – Vara do Tribunal do Júri. Para que os candidatos fossem aprovados na prova de tribuna, a média deveria ser superior a 50 pontos. A realização do Concurso foi de responsabilidade da Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul, que teve como coordenador o Procurador de Justiça Alécio Lovatto.

Marco Aurélio Ribeiro, 26 anos

Trajetória
É do interior de Minas Gerais, São Gotardo. Com 14 anos foi para Uberlândia (MG) e se formou na Universidade Federal de Uberlândia, onde colou grau em 2004. Foi para Belo Horizonte e passou um ano fazendo cursinho, voltando à cidade natal. Passou a estudar sozinho até passar no concurso para Promotor Substituto.

Expectativa
É um sonho fazer parte do Ministério Público. O Acre é um estado bem aconchegante que tem tudo o que a gente precisa, basta querer. As expectativas são as melhores possíveis. Todos nós sabemos dos percalços que enfrentaremos, as dificuldades, tanto na profissão, quanto na vida pessoal, mas acima de tudo é a realização de um sonho e a gente sabia da dificuldade que enfrentaríamos. Pensamos em ajudar a sociedade, que é o nosso trabalho e poder fazer o melhor possível, que é o que a gente quer.

Ser promotor de justiça
É um sonho e às vezes não encontramos as palavras para expressar o que sentimos. É difícil. E ser promotor de justiça é muito mais do que só acusar, como o próprio nome diz é promover a justiça e é isso o que a gente veio buscar e é o que vamos tentar fazer da melhor forma.

Gláucio Ney Shiroma Oshiro, 25 anos

Trajetória
Formou-se no Mato Grosso do Sul na Universidade Católica Dom Bosco, em 2002. Em 2003 foi para São Paulo fazer o curso do Damásio, estudou um ano e voltou para Campo Grande em 2004. Foram dois anos estudando sozinho até a aprovação no concurso do MPE.

Expectativa
É um sonho compor o quadro do MPE. Apesar do MP aqui do Acre oferecer grande estrutura, como a gente pode ver, trabalhamos aqui um mês, como assessor jurídico, antes da posse. Vimos a boa estrutura que tem aqui. Tenho certeza que vamos cumprir com a nossa função da maneira mais correta e mais digna para a sociedade do Acre.

Concurso
Não tomamos posse no mês de novembro por causas alheias a nossa vontade, mas queria ressaltar que em momento algum a nossa capacidade foi questionada na reclamação dos reprovados na prova de tribuna no Conselho Nacional do Ministério Público. Apenas nos preteriram, adiaram a nossa posse, não sei por qual motivo. Nós sofremos muito nesse mês, só a gente sabe o que a gente sofreu para chegar até aqui. Mas em momento algum foi questionado o nosso mérito.

Promotor de Justiça
Ser promotor de justiça é fazer uma ligação, uma ponte entre o estado e o cidadão, afinal de contas o MP é intrinsicamente democrático, devemos promover a democracia e para isso devemos ser um elo de ligação, poderia até dizer uma ponte de ouro, entre o estado, o governo, a máquina pública e o cidadão, que muitas vezes não tem amparo legal.

Marcos Antônio Galina, 33 anos

Trajetória
Natural de Vila Velha - Espírito Santo. Formou-se na Universidade de Vila Velha em 2001. De lá para cá, estudou muito e conseguiu aprovação no MPE.

Por que o Acre?
O MPE é uma vocação. Eu me sinto vocacionado ao MPE, tanto que eu nunca tentei concurso em outras áreas, somente para essa instituição. O Acre inicialmente foi uma questão de mera oportunidade, mas depois fui conquistado e a vontade de estar aqui, de participar da sociedade, de participar do crescimento do Acre, me tornar um acreano. Estou muito feliz de estar compondo o MP do Acre e de estar fazendo parte da sociedade acreana.

Expectativa
Nós temos consciência da dificuldade que enfrentaremos na nossa profissão, as dificuldades de adaptação a nova sociedade, ao novo local, mas isso tudo se torna pequeno diante do objetivo maior que é servir a sociedade, estar no MP, trabalhar como guardião da Constituição e das leis. Nós aceitamos o ônus de tudo isso, pra realizar esse grande sonho que é ser promotor de justiça.

O concurso
Em nenhum momento a legitimidade da nossa aprovação foi questionada e nós não nos sentimos em nenhum momento atacados, fragilizados, menosprezados e menorizados pelo que aconteceu. Temos consciência que passamos por mérito e passamos num concurso ileso, em que predominou o grau de dificuldade técnica das provas.

Ser promotor de justiça
É a realização de um sonho, um sonho de vida que começou nos bancos acadêmicos e que foi crescendo ao longo dos anos e hoje eu posso dizer que é o momento maior da minha vida profissional. Estar aqui hoje tomando posse como promotor de justiça é muito prazeroso. A vontade de trabalhar, de começar a prestar esse valioso serviço pra sociedade é muito grande.

Não somos aventureiros
Nós não estamos aqui como aventureiros e eu falo por mim, por minha esposa, por toda a minha família, não caímos aqui de pára-quedas. Estamos vindo para cá com a intenção de fazermos parte da sociedade acreana, de integrarmos a sociedade, de ajudá-la a crescer, de ajudar a se desenvolver. E ajudar principalmente os menos favorecidos, para que a lei possa ser válida pra todos na sociedade. É uma honra muito grande estar iniciando a minha trajetória na sociedade acreana.

 
EXPEDIENTE
Administração Superior do Ministério Público do Estado do Acre: Procurador-Geral de Justiça - Edmar Azevedo Monteiro; Corregedor-Geral do Ministério Público - Ubirajara Braga de Albuquerque; Subprocuradora-Geral de Justiça - Giselle Mubarac Detoni. Página de responsabilidade da Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público do Acre. - Jornalista responsável: Socorro Camelo MTb/AC 065. Equipe responsável: Lucimar Gomes, Juliene Silva e Socorro Camelo. - E-mail: comunicacao.mpe@ac.gov.br

 

 
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Rio Branco-AC, 10 de dezembro de 2006
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