| ESPECIAL | |
Muitos anos de vida! Para atingir a marca de uma década de existência, o Página 20 conta com a garra de uma equipe apaixonada |
|
|
Tião Vitor Satisfação. Essa é a palavra que define minha relação com o Página 20. Tenho orgulho de fazer parte de uma equipe que, ao longo dos últimos dez anos, tem contribuído para o crescimento do Acre, seja se opondo aos desmandos políticos, seja apoiando projetos de desenvolvimento sustentando os que vêm sendo levados a cabo pelo governo do Estado. Estou no jornal desde pouco mais de um ano de sua fundação. Embora já tenha trabalhado antes com comunicação, foi aqui que aprendi realmente o que é ser jornalista e enfrentar as adversidades que a profissão nos apresenta no dia-a-dia. Iniciei como repórter e depois fui editor por mais ou menos dois anos. Me afastei e fui trabalhar como assessor de comunicação do Ministério Público. Porém, nunca deixei de me sentir da equipe, nunca deixei de contribuir com o jornal. Voltei no início do ano passado e, em outubro, assumi novamente a editoria e me sinto feliz de estar em tal posição nesse momento, dirigindo uma equipe como a que tenho, uma equipe formada por jovens que, assim como eu e o Página 20, trabalha não apenas por salário, mas pela satisfação de ver todos os dias nas bancas, o resultado de um trabalho árduo, mas gratificante, o resultado que de alguma forma está contribuindo para o crescimento de nosso Estado. Toda gratidão é pouca Marcela Barrozo Faço minhas as palavras do presidente do Sindicato dos Jornalistas do Acre (Sinjac), Raimundo Afonso, quando ele afirma que o Página 20 exerce um papel importante no Estado “lançando novos jornalistas e ajudando pessoas”. Sinto-me inclusa nessas duas ocasiões, uma vez que foi aqui que verdadeiramente senti as portas abertas para o meu trabalho. Recém-formada em jornalismo, posso dizer que comecei minha carreira aqui. Inexperiente, com muita teoria mas pouca prática no currículo, este jornal não se receou em me receber e me delegar as tarefas as quais me propus a fazer – pretensiosa, queria assumir o caderno de esportes, que estava vago desde a saída do jornalista Raimundo Fernandes. E assim foi feito. Elson Dantas me deu as boas-vindas, cujo coro foi engrossado pelos então editores Jorge Gallina e Maracimoni Oliveira. Sem me conhecer, apostaram em mim. Em quase dois anos de convivência, tive a honra de ser destacada para fazer as matérias especiais sobre os dez anos do jornal, que me têm dado mais prazer do que dificuldade. Ao Página 20, desejo todo o sucesso e prosperidade do mundo – já que toda a gratidão que posso ter ainda será pouca para expressar o que sinto por este “nanico”. Equipe motivada Andréa Zílio Conheci o Acre pelas notícias em jornais e na convivência com o acreano Elson Martins, com quem trabalhei no Amapá. Os primeiros contatos com o Página 20 foram exatamente por ele pautar por diversas vezes o jornal em que eu trabalhava. Então recebi o convite para atuar aqui e aceitei de imediato, no desejo de conhecer e morar neste Estado. Mudanças nem sempre são fáceis e atuar em um lugar do qual se conhece o mínimo é tarefa complicada. Mas a surpresa que tive veio exatamente do convívio com as pessoas. Todos que atuam no jornal e os que saíram, e tive oportunidade de conviver por dias ou meses, me ajudaram. O Página 20 tem características que o faz um jornal especial, que é ter uma equipe determinada, apaixonada pelo que faz, o permitindo atuar com diferencial, mesmo diante das dificuldades estruturais. Fico orgulhosa ao sair na rua e encontrar alguém que elogia determinada reportagem feita por mim ou por outro colega. Saber que o que fazemos aqui, serve de pesquisa para estudantes em colégios e faculdades é estimulante e aumenta nosso compromisso. O Página 20 assume o papel de ser um jornal que é um verdadeiro registro histórico do Estado. Esse perfil adotado aqui, me permite conhecer a identidade acreana, sua cultura, hábito, história. Minha admiração pelo Acre só tem aumentado. Quanto à equipe, agimos como família, porque passamos grande parte do dia juntos e aprendemos diariamente a respeitar e a cuidar um do outro. Grande escola de jornalismo Renata Brasileiro Lembro-me do dia em que comecei a trabalhar neste diário, no dia 10 de julho de 2003. Entrei para fazer um estágio, que duraria 3, 4 ou 5 meses. O tempo foi se passando e eu criando raiz no Página 20, quando percebi, já era uma dos integrantes dessa forte equipe que veste a camisa e “briga para trabalhar”, como diz o nosso colega repórter fotográfico, Marcos Vicentti. A partir daí começou a minha história com o Página 20, baseada no amor e na gratidão. Amor e gratidão porque foi nessa “grande escola” que consegui atrelar minha vontade de escrever com a vontade de desenvolver a técnica de uma boa reportagem, ensinada por grandes profissionais da área que exercem sua atividade neste diário. Com essas pessoas aprendi que ser uma repórter ética não se limita a fazer com que predomine a veracidade e precisão de cada informação coletada, mas que também é preciso ter respeito à privacidade, intimidade e imagem das pessoas. Ensinamentos como esses são raros dentro de uma redação de jornal, que enfrenta uma constante correria para que o material que vai ser veiculado na edição do dia seguinte fique pronto a tempo. Mas no Página 20 há sempre um tempinho ou um jeitinho para tudo. Esse é o grande diferencial do Galinho. É por isso que não há quem passe pelo Página 20 e não o tenha guardado na memória como uma fase boa, de divertimento, realização profissional, desafios e de grandes dificuldades também. Isso mesmo, até elas são lembradas de forma positiva. Fábrica de sonhos Juracy Xangai Caminho para completar dois anos de Página 20 em meados deste ano. Sem desmerecer os lugares por onde passei antes (jornais A Gazeta e A Tribuna), sinto aqui maior liberdade de movimento e até de pensamento do que em qualquer outro lugar. Reconheço que as condições de trabalho não são as mesmas, mas a abertura para “cavar” notícias interessantes, sobretudo nas diversas áreas do setor produtivo urbano e rural. Isso me dá ânimo a continuar acreditando que com nossas matérias podemos estimular o espírito empreendedor nas pessoas, para que assim deixem de ser tão dependentes dos empregos públicos e dos políticos de uma maneira geral. Tenho a imprensa como posto de militância por um Acre melhor. Para isso faço dela palanque de denúncias sobre as coisas, pessoas e atitudes que fazem mal ou comprometem o futuro de nossa gente. Faço também dela o estandarte da esperança ao divulgar as muitas coisas boas que também se fazem na área pública ou privada, sobre pessoas que na cara e na coragem criam negócios que garantem sua sobrevivência e a dos seus. No Página 20 encontrei pessoas que, apesar de sua contribuição decisiva para muito do que se vê hoje em nosso Estado, serem mal reconhecidas, não desistem de continuar lutando em favor da construção do Acre com que todos sonhamos. Um Acre onde a fome, a miséria e a violência sejam coisas do passado. Um Estado onde haja um desenvolvimento sustentável do ponto de vista ambiental, econômico e social socialmente justo. Alguém pode dizer que isso é um sonho - e é, mas nós temos a disposição e competência para transformar sonhos em realidade. Dá-lhe, Galinho! E não é que deu certo? Beneilton Damasceno Últimos dias de fevereiro de 1995. Sete meses depois da invenção do Plano Real e do tetra do Brasil na Copa dos Estados Unidos. Inflação zero. Moeda nacional pau-a-pau com o dólar. Três lances de escadas e chega-se a uma salinha de doze metros quadrados num prédio estreito da rua Isaura Parente. Idéia de um bancário que aderira ao PDV e de um visionário poeta com mania de Che Guevara, começava a ser gerado o novel Página 20, cujo mobiliário podia-se contar nos dedos da mão: três “potentes” computadores 486 (internet? Pára com isso!) e uma pasta incolor com meia dúzia de retratos em preto-e-branco que a gente teimava em chamar de arquivo fotográfico. Parecia um sonho. Na manhã do primeiro domingo de março, dia 5, ele estava nas bancas. Não tinha assinantes. Foram mil exemplares, impressos num papel branco que só macaxeira e da espessura de uma cartolina - não deu tempo de preparar o material apropriado, o chamado papel-jornal. Deixa pra lá! Preço: 1 real (talvez seja o único bem produzido no país que em uma década só aumentou cinqüenta por cento). Vendeu tudo. Tudinho mesmo. Pagamento à vista. Por um triz não sobrou um para o arquivo. A falta de material humano era tanta que eu, revisor, fui “forçado” a escrever. Lembro benzinho. Foi uma matéria com a professora Francisca Aragão, de Tarauacá, que tinha ido com um grupo de educadores participar de um encontro nas Minas Gerais (ou foi em Mato Grosso? Bom, foi num dos dois Estados). Liguei para a professora e avisei que não poderia enviar o exemplar com a dita reportagem por falta de jornal. Ela compreendeu. Prometi mandar uma xerox. Dez anos depois, a dívida - suponho - prescreveu. A senhora Aragão nunca telefonou para reivindicar a promessa. Acho que me perdoou. Tomara! Uma família e tanto! Val Sales Eu, Val Sales, trabalho na área de comunicação no Acre há mais de vinte anos. Nesse período, atuei em diversas redações, inclusive de televisão. Quando entrei no Página 20, há um ano, confesso que temi encontrar um ambiente hostil, principalmente comigo que estava chegando e não conhecia todo o pessoal. Fui surpreendida por uma turma alegre e divertida, que desde o primeiro dia me tratou com respeito e com carinho. No grupo, que hoje tenho o orgulho de fazer parte, não existem “cobras”, “rasteiras”, “traíras” ou as chamadas “estrelinhas”, que trabalham para apagar o brilho por outras. Aqui, nós somos todos iguais, nos ajudamos e dividimos as alegrias e as dificuldades, como fazem todas as famílias. O diferencial está na pouca idade da maioria dos profissionais, que aprende e ensina lições todos os dias. O fato de ser mais novo em idade não significa inexperiência, pelo contrário, trata-se de uma nova geração de gente de escrúpulo, que preza pelo respeito e pela verdade do que escreve. Digo sem pudor, que tenho orgulho de fazer parte dessa família e sou muito grata de estar comemorando com ela seus dez anos de existência. |
|
|
|
|
Especial
de 10 anos do Jornal Página 20 |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| L E I A M A I S |
| Feliz Aniversário! |
| Carta ao Página 20 |
| Muitos anos de vida! |
| Parabéns pra você! |
| |