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APRENDIZADO Já vai longe o tempo em que os cadernos escolares dos antigos 1º e 2º graus traziam, impressos em suas capas, coisa útil como o hino nacional, o hino à bandeira, informações matemáticas e datas importantes para a formação do futuro cidadão brasileiro. Hoje, o que se vê lá são desenhos e ilustrações sem o menor alcance cultural, um verdadeiro desperdício de espaço e de oportunidade para milhões de meninos e meninas. Está na hora de mudar isso. Por incrível que pareça, capa de caderno escolar pode ajudar muitíssimo na formação do cidadão brasileiro. Urge que as autoridades do setor arregacem as mangas, dilatem o entusiasmo e façam o milagre da multiplicação do saber entre os estudantes de todo o país. Sugestões para o tema: calendário de vacinas, datas cívicas, acontecimentos marcantes, orientações cristãs, hinos de interesse nacional, dicas para uma alimentação sadia, iniciação ao processo de solidariedade e mutirão cívicos, sinais de trânsito, incentivo ao esporte, temas ecológicos etc. e etc... Um país não se faz só com livros. É preciso despertar o cidadão para se chegar aos livros, sabendo, depois, o que fazer com o que se aprendeu com eles. E o verdadeiro cidadão, além de começar no berço, precisa de reparos e corrigenda nas escolas. (Renzo Sansoni, Uberlândia/MG) Corpo de cineasta é cremado O corpo do cineasta Rogério Sganzerla, 57, foi cremado ontem pela manhã em São Paulo, no crematório de Vila Alpina (zona leste). A cerimônia durou cerca de dez minutos e foi acompanhada por familiares e amigos. O cineasta sofria de câncer no cérebro e morreu por volta das 8h30, de acordo com informações do hospital, onde estava desde 15 de dezembro passado, sendo submetido a um tratamento contra a doença há cerca de seis meses. Sganzerla ficou conhecido nos anos 60 por fazer parte do Cinema Marginal brasileiro, formado em São Paulo. O diretor catarinense dirigiu filmes como ‘O Bandido da Luz Vermelha’, ‘Nem Tudo é Verdade’, ‘A Mulher de Todos’ e ‘Copacabana Mon Amour’. Seu último filme, ‘O Signo do Caos’ (2003), recebeu o prêmio de melhor direção no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. As cinzas serão retiradas pela família no crematório em um prazo de cinco dias e levadas, segundo sua mulher, a atriz Helena Ignez, a Joaçaba, em Santa Catarina, onde ele nasceu. No mundo da lua O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve anunciar na próxima semana um programa espacial que incluirá a permanência humana na Lua e eventualmente em Marte, revelaram TVs norte-americanas. O porta-voz da presidência, Scott McClellan, assinalou hoje que Bush vai anunciar um ambicioso programa espacial na próxima semana. Funcionários de Washington declararam que Bush vai divulgar um novo programa com o objetivo de estabelecer, em longo prazo, a presença humana na Lua, com possibilidade de outra missão tripulada a Marte. Nos últimos meses, as agências espaciais de Estados Unidos e Europa têm se interessado cada vez mais pela exploração de Marte. Missão adiada Sexta-feira a Nasa anunciou o adiamento, por alguns dias, do início da viagem de exploração do jipe Spirit por Marte, devido a dificuldade de baixar o robô de sua plataforma, de onde já foram tiradas várias fotos do planeta. A Spirit pousou em Marte no domingo passado. O robô, que deveria iniciar seu percurso de exploração na próxima segunda-feira, não poderá começar a viagem antes da próxima quarta. Por outro lado, a ESA (agência espacial européia) anunciou na quarta-feira o fracasso da primeira tentativa da sonda Mars Express para estabelecer contato com o robô Beagle 2, encarregado de buscar vestígios de vida no planeta vermelho. Músicas Não dá mais para negar: ao menos matematicamente, alguns tipos de música são mesmo puro bate-estaca. De acordo com um grupo de pesquisadores no Brasil e nos EUA, há uma clara hierarquia na complexidade rítmica dos estilos musicais, com os clássicos no topo da escala e o forró e o tecno lá embaixo -tudo medido com o rigor da física estatística. A equipe não afirma que um ritmo é melhor que o outro, apressa-se a dizer Madras Viswanathan Gandhi Mohan, 34, do Departamento de Física da Ufal (Universidade Federal de Alagoas). É só uma questão de finalidade, diz o físico indiano naturalizado brasileiro: “Para dançar bem, é necessário que a música tenha complexidade rítmica baixa”. O trabalho coordenado por Gandhi, como prefere ser chamado, é um dos primeiros a achar uma base objetiva para as diferenças entre os estilos musicais, que qualquer ser humano com audição normal consegue perceber. Por causa do trabalho acadêmico de sua mulher, que também trabalha na Ufal, o físico acabou se envolvendo na busca por traços universais na música criada pelos povos da Terra, e por maneiras de entender a diversidade de tradições musicais. “Começamos a pensar em maneiras de estudar quantitativamente a música”, conta o pesquisador. Por sorte, a especialidade de Gandhi é justamente a análise estatística de variáveis ao longo do tempo - como valores da cotação do dólar, temperaturas ou, por que não, trechos de música. Para esmiuçar as diferenças entre cada estilo musical, ele e seus colegas decidiram analisar a variação de volume ao longo de um determinado trecho. Volume A idéia por trás da abordagem é relativamente simples: a batida que marca o ritmo de uma música tenderia a ganhar volume mais alto, o que ajudaria a desenhar o perfil rítmico daquele estilo. Acontece, no entanto, que análises anteriores não tinham conseguido extrair muita informação do som da música em si. Os pesquisadores decidiram, então, usar apenas a variação do volume (em decibéis), em vez das próprias músicas, para o estudo. O ajuste fez toda a diferença, diz Gandhi. Com o auxílio de uma técnica conhecida como DFA, usada para extrair padrões de dados complicados em áreas como a economia e a genética, os pesquisadores se puseram a analisar a variação de decibéis em trechos de quatro minutos de música. |
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