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| Minissérie: o prato do dia Além de acomodações de qualidade e passeios encantadores, turista quer comidas com identidade mais acreana |
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A minissérie Amazônia contando a revolucionária história do Acre desde Galvez a Chico Mendes, está encantando o Brasil e com isso, aguçando a curiosidade nacional pela gente desta terra acreana que escolheu ser brasileira. Mas o que esses turistas, que já começam a chegar, esperam encontrar? As belas imagens e a história envolvente da minissérie vêm dar uma força surpreendente ao programa de desenvolvimento das rotas turísticas acreanas. Ação financiada pelo Ministério do Turismo e que está sendo desenvolvida pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Ac) em parceria com o governo do Estado através das secretarias de Planejamento e Turismo junto a hotéis, pousadas, restaurantes, bares e até escolas técnicas da Capital. Neste momento, 18 restaurantes da Capital estão recebendo uma consultoria especial do Sebrae que na parceria com o Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (Senac-Pará) trouxe de Santarém a gastrônoma, Maria da Graça Pereira Rocha, a qual, há mais de dez anos ministra cursos de qualidade na mesa. Da teoria à prática “Chego ao restaurante e observo todo o seu funcionamento, anoto os pontos fortes e fracos, desde a organização da cozinha, condições de trabalho, relacionamento entre as pessoas, cuidados na preparação e a variedade dos pratos até o atendimento aos clientes. Com isso preparo um diagnóstico do estabelecimento, faço sugestões para melhorar os pontos que já estão fortes e para corrigir os erros a fim de melhorar a qualidade dos alimentos e serviços para satisfazer os clientes e garantir a sobrevivência do negócio”, esclarece a maranhense Graça Rocha que há 28 anos vive no Pará, 18 dos quais trabalhando com o Senac na área da alimentação. Mas essa tarefa não é tão simples quanto parece. Segundo Graça, é preciso convencer proprietários e funcionários dos restaurantes de que isto é necessário para garantir a continuidade do negócio. “A qualidade dos alimentos e o bom atendimento vão satisfazer os clientes, se você não fizer isso o concorrente fará, então seu restaurante não sobrevive, fecha as portas, os funcionários perdem o emprego e isso não é bom pra ninguém”. Graça faz questão de destacar que, além de bem preparados, os alimentos precisam ter um “Q” a mais, principalmente neste momento em que todos os treinamentos que visam estruturar um serviço que atraia e cative turistas para o Acre. “Nossas sugestões e críticas são construtivas, estamos trabalhando para que os restaurantes fiquem melhores e atraiam mais clientes, todo mundo ganha com isso”. Sabor regional “O mais importante num momento como este é desenvolver uma cozinha com sabor e identidade acreana. Anteontem, à noite quando saí do curso me deu vontade de tomar um caldo de peixe, mas me disseram que não havia onde. É preciso criar lugares onde se possa curtir uma bela paisagem como vocês têm no Mercado Velho, somada à oportunidade de provar os mais diversos sabores do Acre. A comida regional é um atrativo que marca muito o turista, dá saudade e faz ele voltar”, garante. Ela estimula os estabelecimentos locais a aproveitarem melhor os produtos regionais. “Porque fazer purê de batata, batata palha ou palito, quando podemos fazer as mesmas coisas com a macaxeira que é nossa, além de ter sabor e qualidade superiores ao que vem de fora. Praticamente não vi banana comprida sendo usada em nossos restaurantes, além de frita e cozida acompanhando os mais diversos pratos, ela dá um sofisticado purê pra turista nenhum botar defeito”. Decepção Ao partir de Santarém, Graça Rocha ouviu da filha, a recomendação de que queria fotografias da cidade cenográfica onde está sendo gravada a minissérie Amazônia. “As imagens são muito bonitas e a história encantadora, todo mundo que conheço está adorando essa minissérie e tenho certeza de que isso vai trazer muitos turistas para cá. Eu mesma quis aproveitar minha estada para dar uma espiadinha e garantir as fotos encomendadas pela minha menina”. A primeira dificuldade encontrada por Graça foi não haver nenhuma empresa ou grupo preparado para levar as pessoas até a cidade cenográfica. “Uma amiga se ofereceu para me levar até o Quixadá, quando chegamos lá, havia alguns seguranças e alguém que se intitulava dono do local nos cobrou R$ 1 real para podermos dar um passeio entre as casas. É justo cobrar, mas sem quem explicasse o que era o quê naquilo tudo. Quando fui tirar foto queriam cobrar mais por isso, achamos a situação absurda e voltamos embora decepcionadas”. Graça é uma dessas turistas que por viaja a diversos lugares após ver novelas e minisséries, só para conhecer o ambiente real, por isso, relata em tom de sugestão: “Quando estavam apresentando aquela novela O Clone, eu fui até o Maranhão. Lá havia todo um serviço de turismo voltado para a novela, a gente podia ir conhecer os cenários, assistir filmagens e até com os atores consegui conversar. Uma ocasião como esta precisa ser bem aproveitada para gerar renda, atrair de turistas que sendo bem tratados vão falar bem do lugar e voltar sempre que tiverem saudade”. Complementando, ela que vive em Santarém numa das cidades que melhor explora seus potenciais turísticos uma combinação de rios, florestas, lagos, cultura indígena além de uma variada culinária, destacou: “Rio Branco está uma cidade linda, vocês tem o rio, a florestas, uma cultura indígena bastante variada e imensa opção de alimentos regionais, fronteira com Peru e Bolívia, agora é preciso transformar isso em dinheiro para beneficiar as pessoas. Melhorar mais e mais Os restaurantes que estão recebendo a consultoria de Graça Rocha são os mesmos 18 que em novembro do ano passado encararam o desafio de criar pratos regionais para participar do Festival do Tambaqui, realizado na primeira semana de dezembro. “Estamos trabalhando num processo de formação continuada que envolve igualmente os proprietários e funcionários dos hotéis, pousadas, bares e restaurantes localizados ao longo das rotas turísticas vem sendo desenvolvidas no vale do Acre”, explica Adriana Elizabete de Souza a gestora do projeto de turismo pelo Sebrae do Acre. Ela esclareceu que no caso desta consultoria, Graça Rocha, está concentrada em técnicas de serviço de cozinha, ação que compreende desde as condições físicas do ambiente, a organização dos equipamentos e pessoal, os cuidados no recebimento e preparo dos alimentos. O trabalho é feito em um restaurante de cada vez e, sua conclusão resulta na elaboração de um relatório com críticas e sugestões, além de um manual de orientação de cuidados específicos para o ambiente disponível. Já passaram pelo treinamento, proprietários e funcionários dos restaurantes, Afã Bistrô, Eldorado, Galeria Café, Tempero do Norte, Tuti-fruti, Paço, Mara Nativa e Inácio’s. Ainda faltam o Via Restaurante, Peixaria do Rogério, Boca Cheia, Vivenda Verde, Casa da Picanha e Remanso do Tucunaré, Pão de Queijo, Água na Boca, Tomatos e Cleovan. “A consultoria acabou por fazer surgir a demanda por outros cursos como o de congelamento e conservação de alimentos e, até um só para o preparo de saladas variadas. É assim, passo a passo que estamos construindo um serviço de melhor qualidade para o atendimento aos turistas internos e aos que vem de fora do Acre”, explica Adriana. Segundo ela, na semana que vem eles estarão recebendo cursos de boas práticas na fabricação de alimentos, o que inclui orientação teórica e treinamento prático, mais a criação de manual específico para a cozinha de cada restaurante respeitando exigências fundamentais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ainda em parceria com o governo do Estado ao qual se soma agora a representação da Associação dos Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares (Abrasel-Acre), neste mês começa a ser implantado nestes restaurantes o programa Sebrae de Gestão da Qualidade que estará acontecendo ao longo de todo este ano de 2007. |
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E x p e d i e n t e : |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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