COTIDIANO

Industrializados ou caseiros?

Comercialização de ovos de chocolate começa com força total e acreanos decidem entre o tradicional e o alternativo

Marcos Vicentti
Oreni vem produzindo ovos de chocolate há pelo menos duas semanas


Renata Brasileiro

Faltam mais de 20 dias para as comemorações da Páscoa, mas a cidade já respira essa festividade com sabor de chocolate. Nos supermercados e comércios locais, casinhas foram construídas e abastecidas com ovos coloridos, de diversas marcas e tamanhos, atiçando os consumidores, que cada vez mais cedo garantem a compra do seu preferido.

É o caso da estudante Jéssica Oliveira, 18. No início da semana ela já passeava pelo supermercado em busca de um chocolate especial para dá ao filhinho de apenas 1 ano. “Essa é a primeira páscoa dele”, comemora a mãe.

Sempre precavida, Jéssica diz que não gosta de comprar ovos de páscoa na última hora. Ela prefere escolher o seu assim que todos são expostos no supermercado, pois lhe dá a opção de escolher melhor.

“Quando a gente deixa para comprar no dia todos os ovos já estão quebrados, e muitas vezes nem tem aquele chocolate de nossa preferência”, reforçou.

A estudante já fez a sua primeira escolha: vai comprar um ovo de páscoa industrializado. Mas há ainda os indecisos não só quanto à gramatura e ao sabor do chocolate. É que os ovos caseiros vêm ganhando tanto espaço quanto os industrializados, explica a própria fabricante do produto, Oreni Ribeiro.

Há pelos menos duas semanas, Oreni já vem fabricando diversos tipos de chocolate. Além dos ovos de páscoa nos tamanhos pequeno, médio e grande, ela faz bombons recheados com flocos, com cupuaçu e outras frutas regionais. Aí depende do gosto do cliente, afirma ela.

“Eu faço chocolates sob encomenda e acredito que por este motivo os consumidores tem preferido comprar os caseiros. Assim eles têm condições de dar algo personalizado, diferente de tudo que é visto nos comércios, e com a vantagem de também ser muito saboroso”, enfatizou.

No ano passado, Oreni vendeu cerca de 800 ovos. Este ano ela pretende vender pelo menos mil, fora os bombons que ela produz para colocar em cestinhas e em embalagens em forma de coração, a preferida entre os namorados, segundo ela.

Já tem oito anos que a doceira fabrica chocolate nesta época do ano e diz que a preferência da clientela pelo produto só cresce a cada páscoa. Pela primeira vez, este ano, ela contratou uma ajudante para dá conta de todas as encomendas. Oreni tem ainda o apoio do marido e da filha para lucrar um dinheiro a mais durante a Páscoa.

Aos interessados em fugir do tradicional e experimentar o sabor do chocolate caseiro este ano, Oreni informa que aceita encomendas pelo seguinte número: 9987 2466.

A cultura dos ovos de páscoa

A tradição de se ofertar ovos como presente é bem anterior à religião cristã. O costume de dar e recebê-los tem origem com os egípcios, persas e chineses. Esses povos, no início da primavera e nas ocasiões festivas, distribuíam ovos naturais simbolizando a origem da vida, a criação e a fecundidade. Geralmente eram pintados e oferecidos aos amigos.

O hábito foi adotado pelos cristãos como forma de representar a Páscoa, significando a ressurreição de Jesus Cristo. A adoção dos ovos como símbolo da Páscoa está ligada ao fato de que o ovo, aparentemente morto, contém uma vida que aparece subitamente.

 

 
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