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NACIONAL

Brasil e EUA defendem urgência nas negociações de Doha

Debates em torno dos pontos difíceis do acordo tiveram avanço

 


Marli Moreira

São Paulo - As discussões sobre os pontos que travaram os debates em meados do ano passado para o fechamento de acordos em torno da Rodada de Doha tiveram um avanço na manhã de ontem durante encontro de mais de duas horas entre o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a representante comercial norte-americana, Susan Schwab.

Os dois debateram o tema que envolve tanto barreiras tarifárias como subsídios agrícolas e mercado globalizado, em uma sala reservada no Hotel World Trade Center, na capital paulista.

A reunião havia sido sugerida sexta-feira pelos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, George W. Bush. Amorim esclareceu que não se tratava de uma negociação, porque só pode ocorrer com a participação dos demais países integrantes da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Amorim, no entanto, disse que houve um sentimento mútuo sobre a necessidade de se concluir as negociações o mais rápido possível para evitar que as exaustivas reuniões sem resultados práticos possam postergar ainda mais a solução esperada. “Estamos em fase de testar as águas e vamos ver até onde elas podem chegar para que em algum momento possamos fazer uma negociação”, disse o chanceler.

Embora não existam prazos estabelecidos, Amorim afirmou que está convencido de que a negociação final está próxima de acontecer. Ele adiantou que terá de contatar os parceiros do G-20 (grupo de países em desenvolvimento) e o Mercosul porque os encontros paralelos deverão se intensificar.

Amorim mantém a expectativa de que haja um avanço até o final de abril.

Para a representante dos Estados Unidos Susan Schwab, antes das reuniões interministeriais será necessário esgotar as questões junto aos segmentos empresariais diretamente envolvidos.

Ela disse que os Estados Unidos observam com tristeza o fracasso de Doha e que “há um sentimento de que o cansaço de Doha possa fazer com que os países percam uma janela de oportunidades”. Por isso, justificou que seu país vem procurando manter diálogos em reuniões bilaterais para ajustar os interesses comuns.

O acordo fechado entre os presidentes Bush e Lula na área do etanol pode ajudar nesse processo, segundo Amorim. “A grande mudança agora é passar a olhar o álcool não como um produto agrícola sujeito a todas as proteções que os produtos agrícolas historicamente têm”, afirmou.

De acordo com o ministro, o álcool deve ser visto como uma commodity energética. “Eu não conheço nenhum país do mundo, a não ser por razões fiscais, que crie entraves às commodities energéticas porque elas influem no custo total da economia”, observou. Amorim destacou que o acordo fechado entre os dois países sinaliza uma grande mudança na condução das discussões bilaterais. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 11 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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