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PROSPECÇÃO DE GÁS E PETRÓLEO – Parte III Depois de conhecer Urucu, Acre está pronto para o debate da prospecção proposta pelo senador Tião Viana |
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Depois da visita de representantes dos mais diversos setores da sociedade acreana à Província Petrolífera de Urucu, no vizinho estado do Amazonas, o Acre está pronto para travar um debate racional e elevado acerca da exploração de gás e petróleo em seu território, que poderá ser possível com os estudos de prospecção encomendados este ano pelo senador Tião Viana, vice-presidente do Senado Federal, à Agência Nacional do Petróleo (ANP). A opinião é do deputado Edvaldo Magalhães, presidente da Assembléia Legislativa do Acre, que junto com o gabinete do senador promove amanhã, às 19 horas, no Teatro Plácido de Castro, um amplo debate com técnicos da ANP, ambientalistas e diversos representantes da sociedade sobre o que pode significar para o estado essa nova atividade do ponto de vista econômico, social e ambiental. Encerrando a série de reportagens sobre a ida a Urucu de uma comitiva de acreanos para ver de perto a exploração do gás e do petróleo feita em plena floresta amazônica, publicamos aqui um resumo dos depoimentos dados por cada um dos participantes. São depoimentos positivos e animadores, que retratam o que todos viram com relação à segurança socioambiental com que a Petrobras explora uma área de menos de 100 hectares de floresta, gerando uma transferência anual, em royalties e impostos, de mais de R$ 1 bilhão para o governo daquele estado e as prefeituras dos municípios de abrangência da atividade petrolífera. Veja, a seguir, os depoimentos dos integrantes da comitiva, que foi a Urucu no dia dois de abril passado. Renda para o Estado - Hoje, a Petrobras trabalha com toda a segurança. Não digo 100% porque é humanamente impossível, pois qualquer atividade apresenta um certo risco. O que vimos aqui é que a empresa produz petróleo e gás com segurança ambiental muito grande, com o meio ambiente sendo respeitado. O que eu vejo também é a renda que isso pode levar para o Acre, gerando mais empregos e melhorando a qualidade de vida da população. Tenho certeza que vamos ter sorte e vamos encontrar petróleo e gás lá também – César Messias (Vice-governador) Benefícios muito grandes – Pelo que vimos aqui, o que a gente pode dizer que os benefícios são muito grandes e a preocupação que tínhamos com relação ao dano ecológico pudemos perceber que ele é muito pequeno e passível de correção. Para um desmate de 100 hectares, isto está gerando uma receita para o Estado do Amazonas em torno um bilhão de reais. Além disso, o que foi desmatado está sendo recuperado através de programas de recuperação ambiental. Então, isso no Acre seria muito bem vindo e teria um retorno muito grande para o estado e, principalmente, para os municípios onde houvesse a exploração - João Salomão (Presidente da Fieac) Entusiasmo e alegria – Conhecer de perto esse projeto de Urucu nos deixa mais entusiasmados e mais alegres. Trata-se de um investimento acertado. Estamos trabalhando ao lado do senador Tião Viana para que possamos viabilizar o projeto de prospecção no Acre. Já estamos trabalhando com a comunidade de Rio Branco e começaremos a visitar todo o estado para discutirmos mais esse projeto e para informar melhor a população - Helder Paiva (Deputado estadual) Desenvolvimento social - Urucu é uma experiência com sustentação ambiental muito segura e muito sólida. Ela traz recursos para os municípios e para o estado, o que é bom para o desenvolvimento social. Nos anima muito porque a bacia que cobre essa região está incluído o nosso estado e, portanto, há grandes possibilidades de dele ter petróleo e gás. Estamos se apropriando da experiência e da inteligência da Petrobras no Amazonas para levarmos para o Acre algo com ampla segurança ambiental e grande inclusão social - Manoel Lima (Representante da CUT) Cuidados ambientais e progresso social Carinho da Petrobras com a natureza – A nossa avaliação da viagem a Urucu foi a melhor possível. O município de Coari saiu de uma receita em 1999 em torno de R$ 4 milhões e passou para uma receita de mais de R$ 40 milhões no ano passado. Todas as comunidades próximas ao município de Coari foram beneficiadas nas áreas da educação e da saúde. O nosso sonho é que isso tudo em breve possa chegar também no Acre. As pessoas que estão envolvidas com o ambientalismo não têm que se preocupar porque percebemos o carinho com que a equipe da Petrobras trata a natureza - Jonas Costa (Vereador de Rio Branco) Viabilizar a economia – Essa experiência de vir aqui, de pisar na base e de ver de perto o que está acontecendo em termos de exploração de petróleo e gás só reanima a gente para a possibilidade de o Acre ter também um investimento dessa natureza. Fiquei mais convicto do que quando entrei aqui. O fato de a Petrobras explorar aqui, tendo como princípio a preservação do meio ambiente, é um dado a mais que comprova de que se a exploração for feita de forma correta, vamos ter agressão ao meio ambiente de forma bem reduzida. Mudando a matriz energética do óleo diesel para o gás, teremos uma redução significativa em relação ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que, do ponto de vista econômico, vamos viabilizar o Acre, podendo fazer investimentos na área social do estado - Fernando Melo (Deputado Federal) Cuidado com populações tradicionais – Há a questão técnica e não se sabe ainda se no Acre tem petróleo. Mas o que vimos aqui é uma coisa muito importante para o desenvolvimento do país. É claro que se no Acre tiver petróleo e gás e for trabalhado todo um cuidado com as populações tradicionais também será importante para o seu desenvolvimento. O debate em torno desse assunto é muito positivo porque devemos discutir com as camadas sociais do estado - Sebastiana Oliveira (Fetacre) Impacto ambiental mínimo – Pudemos constatar a estrutura e a qualidade com que a Petrobras trabalha para desenvolver e proteger a nossa região amazônica. Utilizando esses métodos no Acre, vamos dar um salto maior em nosso estado. Aqui em Urucu há impacto ambiental, mas ele é mínimo, pois a Petrobras descobriu formas de explorar o petróleo e o gás sem afetar o meio ambiente - Gladson Cameli (Deputado Federal) Explorar de maneira mais segura possível – Eu pessoalmente sou muito resistente à matriz do petróleo, pois acho que deveríamos apostar em outra matriz. Mas acho que, como o senador Tião Viana falou, enquanto não tem outra matriz, é tentar explorar essa de uma maneira que seja a mais segura possível e a que traga mais benefícios. Toda a estrutura que vimos em Urucu demonstra um investimento em controle de todas as operações, de todo o processo de perfuração, do transporte do óleo, do gasoduto e dos oleodutos instalados. Você vê que o padrão de segurança faz parte do dia a dia das pessoas que trabalham ali. Isso é uma coisa concreta de responsabilidade de controle para que os acidentes não aconteçam e caso aconteçam eles têm todo um esquema que me pareceu ser muito efetivo - Miguel Scarcello (SOS Amazônia) Debate baseado em informações científicas Debate racional e elevado – Essa visita aqui em Urucu ajuda todos nós a estabelecermos um debate racional e elevado, com todos os segmentos do Acre e com as mais diversas opiniões que existem no estado. Vamos partir de informações científicas e não de impressões generalizadas. Nós agora temos uma prova concreta na Amazônia de como esse processo pode se dar com as garantias e as salvaguardas ambientais necessárias. Aqui é um exemplo não apenas para a nossa região, mas para o Brasil e uma referência no mundo de uma exploração que se dá de gás e petróleo no meio da floresta amazônica, garantindo todas as salvaguardas ambientais. - Edvaldo Magalhães (Presidente da Assembléia) Aprendendo com os erros – O que vimos em Urucu aparenta ser uma coisa de muita responsabilidade e construído coletivamente entre os comunitários e a Petrobras. Do ponto de vista do que está se discutindo no Acre, a primeira coisa que tem que saber é se tem petróleo ou não. Se tiver, é outra conversa. É aprender com os erros que houve aqui para não se repetirem, pegando a partir disso todo o aprendizado que eu acho que tem sido muito bacana. A questão social é também um componente muito importante para o projeto dar certo com responsabilidade ambiental - Júlia Feitosa (CTA) Melhoria da qualidade de vida - O que vimos em Urucu nos deu a certeza que o senador Tião Viana estava certo em propor a prospecção de petróleo e gás no nosso estado, particularmente no Vale do Juruá, que precisa de recursos para investir na melhoria da qualidade de vida de sua população. Com o que vimos aqui, passo a apostar ainda mais no projeto do senador – Ilderlei Cordeiro (Deputado federal) Mudando o modelo de energia – Essa visita foi de fundamental importância. A grande preocupação que nós tínhamos era com relação à questão ambiental e à questão dos passivos com a exploração do petróleo. Mas vimos que essa preocupação a Petrobras tem muita, fazendo investimento grande na área ambiental e com as comunidades do entorno. Acho que se conseguirmos viabilizar petróleo e gás para a mudança da matriz energética do Acre, irá ser um avanço fantástico. Hoje, o modelo que temos é a utilização do óleo diesel na geração de energia com motores convencionais, que são altamente poluentes. O nosso modelo hoje é totalmente inviável sob os pontos de vista econômico, social e ambiental para o estado - Sérgio Nakamura (secretário de Infra-Estrutura do Governo do Acre) Realidade depois do poço – É uma experiência interessante porque ela abre um debate a partir de algo que está dando resultado. A gente passa a ver dentro de uma perspectiva de que a possível existência do petróleo só se torna realidade depois que se fura o poço e a matéria-prima aparece. Para se chegar a este estágio tem que haver uma discussão envolvendo todos os segmentos. É importante que as pessoas participem, vendo como é que se faz para encontrar petróleo numa região remota como é a da Amazônia - Washington Aquino (Jornalista) |
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