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POLÍTICA

Deputada exige mais efetivo da Polícia Rodoviária Federal nas fronteiras do Acre

 


Como membro da Frente Parlamentar em Defesa da Polícia Rodoviária Federal, a deputada Perpétua Almeida irá exigir que regiões de fronteira como o Estado do Acre sejam guarnecidos com mais efetivo. A frente foi lançada na manhã desta quinta-feira no Salão Nobre da Câmara dos Deputados e, imediatamente, encaminhou o agendamento de uma audiência com o ministro Tarso Genro (Justiça), para deliberar sobre a pauta de reivindicações apresentada na ocasião pelos patrulheiros. A deputada entende que a pauta é justa, em especial os apelos que já se arrastam há vários meses para que o governo autorize a realização de concurso público. Porém, com uma condição: “o ideal é que os concursos sejam regionais. Quando a disputa por vagas é feita no âmbito nacional, isto acaba gerando distorções na lotação desse pessoal.

Desta forma, Estados menores como o Acre geralmente ficam prejudicados, apesar de ser uma região predominantemente atrativa para o tráfico de animais silvestres, entorpecentes e até roubo de carros e cargas”, comentou Perpétua Almeida. O efetivo atual em todo o Brasil é de 10 mil homens. “O ideal seriam 20 mil patrulheiros para cobrir toda a malha viária federal brasileira”, disse o presidente da Federação Nacional dos Policias Rodoviários Federais, Gilson Dias da Silva. Ele compreendeu a preocupação da deputada e disse que, certamente, o Estado do Acre seria contemplado com um reforço significativo de patrulheiros caso o Ministério da Justiça atenda às reivindicações, que incluem ainda: a exigência de nível superior para ingresso na PRF e um reajuste salarial cujo percentual ainda está em estudo.

Uma das primeiras ações do mandato da Perpétua foi reivindicar que fosse criada uma superintendência no Acre, que era vinculada à Porto Velho. Nos movimentos grevistas e reivindicatórios, Perpétua tem se colocado ao lado dos polícias, inclusive com o recebimento de homenagens do Sindicato nacional da categoria.

Um problema aparentemente incomum: muitos dos novos policiais são bastante novos e são atraídos pelo bom salário, sem, no entanto, ter vocação para a função. Gilson Dias da Silva admitiu haver um “preocupante” índice de suicídios entre os patrulheiros, mas preferiu não revelar o percentual de baixas por esse motivo.

 
 
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Rio Branco-AC, 11 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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