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VARIEDADES

A arte com tema afro nas serigrafias de Carybé

Exposição “O Compadre de Ogum” apresenta 30 obras e uma sala com objetos utilizados na umbanda e no candomblé

Regiclay Saady
Exposição apresenta 30 obras de Carybé e dinamiza com sala que expõe a cultura afro


Andréa Zílio

A exposição “O Compadre de Ogun”, com serigrafias do pintor Hector Júlio de Pari Bernabó, conhecido como Carybé, inspiradas no capítulo de mesmo nome do romance Pastores da Noite, de Jorge Amado, está colorindo o hall da sede-centro do Serviço Social do Comércio (Sesc). Junto a ela, uma sala com objetos, roupas e desenhos que mostram a religião do candomblé e umbanda é apresentada ao público até o próximo dia 16.

Segundo o coordenador de Arte do Sesc, Herbert Levy, Carybé mostra em suas obras, assim como Jorge Amado, o cotidiano baiano. Ambos eram filhos-de-santo, por isso a sala com objetos que representam a religião da qual eram seguidores foi uma forma de dar ainda mais dinamismo à exposição. “Dessa forma, o visitante pode ver de outra forma o que está sendo expresso nas telas e conhecer mais da religião que estava presente na vida dos dois artistas”, comenta.

As telas de Carybé enfocam não só sua pintura, como também expressa com sutileza a própria literatura de seu amigo Jorge Amado. Na apresentação do Sesc, além das cores vibrantes, as figuras carregam traços leves e firmes, em que o artista utilizou em seus quadros a perspectiva como recurso para criar distância entre as figuras, e dar a sensação de profundidade. A exposição está sendo realizada pelo Sesc, com apoio da Federação Umbanda e Candomblé do Acre, a organização não-governamental Ser Negro e a Fundação de Cultura Garibaldi Brasil (FGB).

Quem é - Nascido na cidade de Lanús e, após ter vivido na Itália dos 6 meses aos 8 anos de idade, Carybé (Hector Júlio de Pari Bernabó) radicou-se no Brasil, inicialmente no Rio de Janeiro, onde estudou na Escola Nacional de Belas-Artes. Em 1938, foi para Salvador, fixando-se definitivamente na Bahia a partir de 1950, onde se tornou uma figura marcante. Morreu em 1997, em Salvador.

Sala dos orixás – Junto aos objetos, figurinos e desenhos dos orixás, na sala criada para dinamizar ainda mais a exposição “O compadre de Orun”, participa mãe Laura de Oxalá, que atua como instrutora, explicando mais sobre as religiões e os próprios orixás. “Esta sendo uma ótima experiência com os visitantes. É a oportunidade de mostrarmos mais de nossa cultura e quebrar preconceitos”, diz Laura.

Herbert Levy fala que a exposição tem recebido muitos estudantes, e ela é uma boa oportunidade para ensinar outras culturas que estão muito presentes na vida dos brasileiros.

 
 
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Rio Branco-AC, 11 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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