OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

Hora de negociar

A população de Rio Branco está há mais de um mês no meio de uma queda-de-braço entre empresários e motoristas de ônibus. Paralisações daqui, ameaças de greve dali, temor de um novo aumento nas passagens do outro lado. Nesse fogo cruzado, o pobre usuário não sabe o que fazer nem quem tem razão.

Ontem, os motoristas deram sua demonstração de força no sentido de forçar os empresários a negociar. O fechamento das plataformas do Terminal Urbano foi um aviso para o cidadão: se não houver um acordo, todos vão andar a pé. Mas, ao que parece, esse aviso não sensibilizou os empresários, que endurecem do outro lado da corda.

Quem está certo nessa batalha? Empresário ou empregador? Para nós, simples usuários, não importa. O que interessa é ter a garantia de que não vai haver prejuízos - principalmente financeiros - para quem depende dos transportes coletivos com um possível aumento da tarifa.

A prefeitura, como mediadora dessa pendenga, tem demonstrado postura correta e firme. Por mais de uma vez os assessores do prefeito afirmaram que não será admitido o aumento da passagem. Cabe agora aos envolvidos chegarem a um acordo que não prejudique nenhuma das partes, mas isso somente será possível com prudência e, principalmente, medindo as conseqüências que uma negociação mal feita pode causar à comunidade usuária.

 

 
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Rio Branco-AC, 11 de junho de 2005
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