COTIDIANO

Combate ao trabalho infantil

 

 

Rutemberg Crispim

A Delegacia Regional do Trabalho (DRT), está organizando uma série de atividades para o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em todo mundo no dia 12 de junho. A intenção é sensibilizar a sociedade de maneira geral, sob os prejuízos que o trabalho pode trazer para crianças e adolescentes.

Para isso, os fiscais da DRT estarão percorrendo escolas, órgãos públicos e outras entidades, distribuindo cartilhas educativas e convidando crianças, adolescentes e adultos, para uma reflexão sobre os riscos do trabalho infantil.

Amanhã, os fiscais da DRT estarão visitando o Colégio Meta e distribuindo para os alunos a cartilha educativa da Turma da Mônica. Na próxima terça-feira, será realizada uma Sessão na Assembléia Legislativa, onde os deputados serão convidados a refletir sobre a problemática do trabalho infantil.

“Queremos mostrar para toda sociedade que é responsabilidade de cada um combater o trabalho infantil, bem como evitar que as crianças fiquem nas ruas como engraxates ou flanelinhas”, disse o delegado do Trabalho, Manoel Neto.

Para esse ano, a intenção é realizar, no primeiro momento uma campanha de conscientização, principalmente com as pessoas que costumam se beneficiar do trabalho infantil.

A campanha pretende atingir, de uma maneira mais intensa, a informalidade, que de acordo com Manoel Neto, é uma das grandes preocupações, já que, a maioria dos casos registrados, são de crianças ou adolescentes que realizam trabalhos informais.

“Vamos agir rigorosamente e, se for necessário, as pessoas que incentivam ou se aproveitam do trabalho infantil, serão punidas. Nossa meta é acaba de vez com essa exploração. Para isso, contamos com o apoio de toda comunidade, que pode denunciar e principalmente evitar que essas crianças estejam nas ruas trabalhando”, frisou.

Para Manoel Neto, um dos fatores que os pais precisam considerar é que as crianças podem realizar uma série de atividades nas suas casas. O que não podem, é deixar que as mesmas faltem aula ou até mesmo executem atividades que possam trazer riscos para elas.

Ele ainda revelou que desde o início do mês, as fiscalizações foram intensificadas nas empresas e comércios de todo Estado, principalmente nas Casas de Farinha de Cruzeiro do Sul, onde no passado, foram encontradas muitas crianças e adolescentes trabalhando.

Segundo Manoel Neto, atualmente, em todo Estado, mais de 17 mil crianças, que antes realizavam algum tipo de trabalho, ou que estavam em situação de risco, estão sendo beneficiadas com o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).

 

 
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Rio Branco-AC, 11 de junho de 2006
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