Sem transporte e sem voz
Pelo visto, a população vai ficar mais uma vez sem transporte coletivo e sem voz para reclamar dos abusos. O enredo da história já é conhecido de todos: primeiro os motoristas pressionam as empresas por aumento de salários e em seguida as empresas pressionam a prefeitura por aumento na tarifa. Uma parte reclama que o preço da cesta básica aumentou e a outra aponta o aumento nos itens da “velha planilha de custo”.
No meio de tudo isso fica o usurário do transporte coletivo, impotente diante do interesse financeiro alheio, e fadado a pagar o preço que lhe é imposto, impingido. Essa mesma categoria, o usuário, já paga caro por um serviço que lhe causa aborrecimentos diários. Muitos são desrespeitados em seus direitos e transportados como mercadoria barata e sem importância.
No entanto, é bom lembrar que há cerca de quatro anos os empresários apontavam as más condições dos corredores de ônibus como argumentos para reclamar do poder público e pedir mais dinheiro para seus caixas. Isso não ocorre mais. A solução desse problema foi a primeira atitude tomada pela atual gestão.
Também vale ressaltar que parte da frota que circula em Rio Branco está com data de fabricação vencida e oferece um péssimo serviço, motivo pelo qual os “prestadores desse serviço” - “publico”, diga-se de passagem - devem levar em consideração antes de exigir que o passageiro pague a conta mais uma vez. Sem voz e sem meios facilitados para cobrar seus direitos, a população espera que seus representantes diretos, os vereadores e movimentos sociais, levantem-se e façam alguma coisa. |