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Expoacre faz os últimos acertos Operários estão trabalhando em ritmo acelerado para receber o público em um novo ambiente |
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Se há Estados brasileiros que se destacam pela pirataria de marcas famosas, é possível que o acreano figure entre os povos mais criativos quando o assunto é sobrevivência. No Acre há muita gente excluída do processo de desenvolvimento econômico e social imposto ao longo de décadas à região que chegou a se impor como uma das mais ricas do Brasil por ter grande domínio da produção de borracha – em seus anos glória, o látex chegou a ser chamado de “ouro branco”. Hoje, acreanos pensam, criam e aprimoram formas de ganhar dinheiro honestamente. É o caso de José Santos da Silva, acreano nascido em Rio Branco que aprendeu, há oito anos, a fabricar serrotes com lâminas usadas no corte industrial de madeira. Aos 42 anos, Santos virou ferreiro após anos fazendo biscates para sobreviver. Em companhia de um amigo mais velho chamado Raimundo, desenvolveu a técnica que hoje traz o sustento para si e a família, mulher e três filhas. Santos trabalha em uma pequena oficina localizada na rua do Passeio, no bairro do Taquari. Ali, produz diariamente quatro serrotes de 50 centímetros. A lâmina é adquirida nas serrarias da cidade a preços módicos: uma lâmina velha, com tamanho suficiente para se fazer dez serrotes custa R$ 10. Cada serrote é vendido a R$ 12, sempre aos sábados, nas ruas centrais de Rio Branco ou no Mercado Novo. “Vendo tudo o que faço. Se tivesse condições de produzir mais, teria mercado certamente”, diz Santos, integrante de uma legião de desconhecidos que se vêem obrigados a adquirir conhecimento do nada para desenvolver alguma atividade de sobrevivência. O cabo de madeira também é feito de maneira artesanal. EMPREENDEDORISMO – O governo acreano, de seu lado, insiste em programas de valorização do empreendedorismo no Estado. Há tempos lançou o programa “Acorde Acre”, que segundo informação de publicações oficiais tem como objetivo “contribuir para a disseminação da cultura empreendedora no Estado; instituir práticas educativas junto a população da cidade de Rio Branco: professores, estudantes e empresários que viabilizem a criação de micro e pequenas empresas; oportunizar a criação de incubadoras de empresas com fim de facilitar os processos de inovação tecnológica e/ou consolidação de produtos tradicionais nas micro e pequenas empresas, bem como apoiar gerencialmente as empresas” O programa instituiu série de princípios para guiar seus projetos: a formalização de parcerias, sempre na perspectiva de estabelecer alianças com empresas, governos e escolas, tanto em relação às práticas educativas quanto no que se refere à aberturas de novas empresas. “Unindo mentes, ações e recursos é possível alongar os horizontes os projetos que integram o Programa”. Entre outros, há também o princípio do empreendedor: “como realização pessoal e bem estar social. A modalidade educativa que propõe este programa visa em última instância a formação de cidadãos. Cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o desenvolvimento sócio-econômico e cultural da localidade onde se acha inserido. Sem negar a auto-realização, almeja-se contribuir para a construção da cidadania através do bem estar da sociedade”. Pesquisas conduzidas pelo professor Carlos Ferreira, do departamento de Economia da Universidade Federal do Acre, indicam, entretanto, que é necessário aprofundar os programas de fomento ao empreendedorismo. “A cultura local valoriza o emprego, especialmente o público. Estuda-se não para ser empreendedor, mas para conquistar uma vaga no serviço público”, disse Ferreira há alguns meses. |
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