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Da Redação

 

Embaixador visita Zico

O trabalho político que o deputado Zico Bronzeado (PT-AC) vem fazendo no Vale do Acre em favor da integração Brasil, Peru e Bolívia está tendo tanta evidência que até o embaixador do Peru no Brasil, Herman Couturier, acompanhado de assessores e conselheiros da embaixada, fez questão de lhe fazer uma visita de cortesia em seu gabinete, no anexo IV da Câmara dos Deputados. Na visita, o embaixador se colocou à total disposição do deputado no que for necessário para quebrar as barreiras burocráticas que ainda existem e atrapalham o avanço da integração entre seu país e o Brasil, particularmente na região de fronteira com o Acre. Depois de revelar que o nome do deputado já é falado até em Lima, o embaixador fez questão de elogiar também os esforços e o empenho que o governador Jorge Viana vem dedicando para que o avanço da integração pela Rodovia do Pacífico (BR-317) seja uma realidade o mais rápido possível. Vamos ver se a grande disposição demonstrada pelo embaixador também vire realidade daqui para frente. (Romerito Aquino)

Ronivon se mantém aliado

Apesar de estar sendo julgado pelo TRE-AC por suposta compra de votos nas eleições passadas, o deputado federal Ronivon Santiago (PP-AC) passou a semana quase toda em Brasília dando quorum para a Câmara realizar o esforço concentrado solicitado pelo governo Lula para a votação de matérias de seu interesse. Dizendo-se tranqüilo e que será inocentado pelo TRE, que no máximo, segundo ele, pode mandar seu processo para ser julgado pelo TSE em Brasília, Ronivon ressaltou que o que lhe interessa no momento é continuar votando fechado com o presidente Lula, a quem não negou voto no Congresso desde que ele assumiu o comando do país. Na verdade, se for feito um levantamento dos votos que a bancada acreana deu até agora nas matérias de interesse do governo, Ronivon pode ser, sim, considerado um dos maiores aliados de Lula no Acre. E o deputado ainda completa dizendo que o apoio que dá a Lula também é e sempre foi extensivo ao governador Jorge Viana. (Romerito Aquino)

Tião acerta mais uma

Mesmo sendo médico, o senador Tião Viana (PT-AC) tem demonstrado que passa longe dele o espirito de corporativista, uma qualidade humana comumente associada à incompetência e a ausência de ética. Depois de satisfazer a população dizendo que “faltava humanidade” na maioria dos médicos do Acre, o senador acaba de apresentar um projeto de lei no Senado apropriadíssimo para a classe médica, aquela mesmo que tem em seus quadros elementos que, de tão arrogantes, cometem até a ousadia de se compararem a deus (só podia ser minúsculo, neste caso). O projeto de Tião institui o Exame Nacional de Proficiência em Medicina para todos que, depois de formados, queiram exercer a profissão. E que tal exame vai requerer também uma prova prática nos serviços públicos de saúde do SUS, com normas específicas elaboradas conjuntamente pelos ministérios da Educação e da Saúde. Além de contribuir para melhorar a qualidade dos cursos de medicina no país, que estão cada vez piores, o projeto do senador também resolve a questão da revalidação dos diplomas de medicina obtidos por brasileiros no exterior, uma questão que também está virando outra máfia no país, com universidades vendendo na surdina revalidação de diplomas do exterior na base de até 20 mil dólares. A revalidação destes diplomas, segundo o projeto do senador, será feita através do exame de proficiência. Tião dá duas razões que, de tão graves, justificam plenamente seu projeto. Segundo ele, os resultados das avaliações levadas a efeito nos últimos anos “corroboram a realidade que salta aos olhos: um contigente de médicos mal preparados está sendo lançado na vida profissional todos os anos”. A segunda razão é a de que um percentual considerável das escolas médicas em funcionamento no país apresenta, nas avaliações citadas, “um desempenho medíocre em relação a aspectos de estrutura político-administrativa e econômica, de infra-estrutura e de recursos humanos”. Aliás, a máfia capitalista em que está se transformando o ensino privado no país não se atém apenas aos cursos de medicina, pois engloba quase todas as outras faculdades. Tião Viana está de parabéns em querer livrar a população do risco que muitos dos médicos formados no pais já representam para a saúde dela. (Romerito Aquino)

Estudo coloca em xeque teoria da evolução do universo

São Paulo - Você entra no berçário de uma maternidade. Só que em vez de bebês, depara com um bando de marmanjos, crescidos e completamente desenvolvidos. Foi o que aconteceu com dois grupos de astrônomos que estudam a infância cosmológica.

Eles olharam para os primeiros bilhões de anos do universo e, onde deveria haver apenas pequenas galáxias bebês, encontraram uma série de galáxias gigantes e velhas.

Os estudos colocam em xeque a teoria clássica sobre a evolução dessas estruturas, segundo a qual as grandes galáxias só se formaram lentamente, ao longo de vários bilhões de anos, a partir da junção de galáxias menores.

No início do universo, portanto, só deveriam existir galáxias pequenas. Mas não. Algumas das galáxias observadas já estavam maduras 12 bilhões de anos atrás, quando o cosmo tinha apenas 2 bilhões de anos de idade.

“São galáxias novas porque estão no universo jovem, mas velhas porque já estão totalmente maduras”, explica o especialista Amâncio Friaça, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo.

Na verdade, o que os cientistas vêem hoje é a luz emitida pelas galáxias bilhões de anos atrás, como numa máquina do tempo. “Estamos vendo a foto de um sujeito de 10 anos, mas que hoje já está com 30”, compara Friaça.

Sonda mostra composição de anéis de Saturno

São Paulo - Em azul-turquesa, gelo; em vermelho, alguma “sujeira” formada por outras partículas, possivelmente menores do que as partículas de gelo. Assim pode ser definida a composição básica dos anéis A, B e C de Saturno, segundo imagens inéditas feitas em ultravioleta pela sonda Cassini, que está na órbita daquele planeta desde o dia 1.º de julho.

As imagens foram divulgadas por cientistas da Universidade do Colorado, uma das diversas instituições de 17 países que participam da missão Cassini-Huygens, e vão permitir estudos mais aprofundados sobre a origem dos anéis - cujos nomes representam a ordem em que foram descobertos, de A até E.

 

 
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Rio Branco-AC, 11 de julho de 2004
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