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POLÍTICA

Cônsul peruano deixa o Acre

Fortunato Quesada recebeu ontem homenagem do prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim

Cedida
Quesada termina sua missão de dois anos frente ao Consulado Peruano no Acre


Resley Saab

O cônsul da República do Peru no Acre, Fortunato Quesada, afirmou ontem, em encontro com o prefeito Raimundo Angelim, que a economia brasileira complementa a peruana e que os acreanos exercem papel fundamental na integração econômica e cultural entre estes dois povos. No próximo mês, Quesada termina sua missão de dois anos frente ao Consulado Peruano no Acre para assumir posto mais elevado no Ministério das Relações Exteriores de seu país.

Por isso, o prefeito fez ontem pela manhã uma visita de gratidão aos esforços do diplomata pela união entre acreanos e peruanos. “O Peru precisa ser mais visitado por brasileiros e deixar de ser menos conhecido por acreanos. O Acre deve ser a porta de entrada do Brasil para o Peru e ambas as economias devem ser complementares”, afirmou o cônsul, durante o encontro com o prefeito e com o presidente da Associação Brasileira de Agência de Viagens no Acre, (Abav), José Raimundo Morais.

Ao homenageá-lo com uma flâmula do Município de Rio Branco, o prefeito destacou que a aproximação entre os dois povos não é de agora. Fora iniciada há 20 anos, mais precisamente em dois de julho de 1987, quando o então presidente do Brasil, José Sarney, e o presidente do Peru, Alan Garcia – hoje também presidente do Peru –, assinavam a Carta de Rio Branco, em encontro aqui no Acre.

“Ali começava o sonho da integração, tudo o que hoje vemos tão de perto, com a ligação entre os dois países pela Estrada do Pacífico”, frisou Angelim. Ele próprio, por várias vezes, representou o Estado em eventos de integração. Uma delas, quando era secretário de Planejamento do governo Edmundo Pinto, ainda no início da década de 90, na cidade de Cuzco. Conforme Angelim, a importância de Fortunato Quesada neste panorama reflete-se na forma como ele conseguiu aproximar as instituições privadas e governamentais dos dois países, a partir do Acre.

Rio Branco será conexão à terra dos incas

O Acre quer se tornar rota de entrada no Peru para Estados da Região Norte. E para isso terá o apoio da Abav, que tem o empresário José Raimundo Morais como presidente no Estado. Conforme o Consulado Peruano, anualmente um milhão de turistas de outros países visitam Cuzco, importante cidade peruana, dos quais apenas 40 mil são brasileiros.

“Para aumentar este fluxo, estamos estimulando nossas agências a oferecer a rota mais barata da região Norte para o Peru, que é por meio do Acre”, afirma Morais. Segundo ele atualmente, espera-se a chegada de 20 clientes por mês, provenientes de Porto Velho, e de 60 pessoas de Manaus, incluindo neste grupo, estrangeiros que vierem conhecer a floresta amazônica.

“O que queremos é mostrar que é muito mais barato ir à Lima ou a qualquer outra cidade peruana, por aqui, que se deslocar até São Paulo ou Rio. Além disso, as viagens são programadas para que tenham pernoite em Rio Branco, o que favorecem às redes hoteleira e gastronômica da capital” completa.

 
 
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Rio Branco-AC, 11 de julho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A