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Botinada - A origem do punk no Brasil no Circuito Documentário |
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Em 2001, o ex-VJ da MTV e apresentador Gastão Moreira, 40, diretor do documentário, viu-se diante da idéia de reconstituir a história do punk rock no Brasil. E começou a saga em busca dos personagens vivos de um episódio meio difuso dentre os movimentos musicais no Brasil. “Foi um processo lento e demorado”, descreve. Um ia indicando outro, que ia indicando um. Mas nem sempre a indicação de uma pessoa imprescindível vinha acompanhada de seu paradeiro. “Me diziam: ‘Pô, sobre essa história você poderia falar com fulano.’ Onde eu acho? ‘Não sei, talvez num bar não sei onde.’” Terminada a árdua fase de entrevistas, que durou meses e era necessária para o início da roteirização, ele partiu para a garimpagem de imagens, documentos, reportagens. Vasculhou arquivos de emissoras, jornais e revistas. Dessas andanças, localizou material inédito, desconhecido até entre os próprios remanescentes do início do movimento no País, em fins da década de 70. Inclusive imagens de um show de punk realizado no Gallery em 1982! Naquela época, a boate era reduto exclusivíssimo da high society em São Paulo, além de receber celebridades nacionais e internacionais. “Botinada” traça a genealogia do punk rock por aqui. Mostra a fase pré-punk, constituída por grupos como Joelho de Porco. Essas bandas, mais tarde, se incluíram no punk ao se identificar com as diretrizes do movimento. No documentário, elas recebem seus méritos, mas não são creditadas como as pioneiras. “Quis mostrar que havia bandas que já estavam na estrada. Não eram punks, se aproveitaram do surgimento do movimento. Cólera, Restos de Nada e outras são as primeiras bandas, porque não existiam, se formaram por causa do punk”, explica o diretor. Gastão levou mais tempo do que gostaria com “Botinada”. Foram cinco anos ao todo. Coincidentemente, lança seu documentário no ano em que o punk completa 30 anos. Não era o planejado. Queria ver o projeto pronto antes, mas perdeu as contas de quantas vezes precisou reeditá-lo. “Não usei várias imagens porque não deixaram: Ramones, New York Dolls... Um monte de gente complicou, principalmente os gringos. No Brasil, a maioria liberou.” A Semana do Rock é uma realização do coletivo formado pelo governo do Estado, por meio da Fundação Elias Mansour e Secretaria de Turismo Lazer e Esporte, e prefeitura de Rio Branco, através da Fundação Garibaldi Brasil. Serviço Quando: 11 de julho (quarta-feira), às 19 horas Onde: Theatro Hélio Melo - Entrada franca - Av. Getúlio Vargas, s/n – Centro – Tel.: 3224-2133 |
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