COTIDIANO

Geração de emprego

Exigindo poucos investimentos, artesanato oferece ocupação e renda para mais de 12 mil acreanos

 


Juracy Xangai

Traçar um projeto conjunto para o desenvolvimento do artesanato em oito Estados da Amazônia é o objetivo principal do primeiro Encontro de Coordenadores de artesanato da Região Amazônica, que está acontecendo no Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) em Rio Branco desde as 9 horas da manhã de ontem.

Coordenadores de artesanato dos Sebraes do Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Tocantins estão reunidos com o objetivo de trocar experiência encontrando os pontos comuns de sucesso para realizar um projeto conjunto que leve a melhoria da qualidade e da produtividade do artesanato regional com vista à conquista de novos mercados no Brasil e no mundo.

Edson Fermann, do Sebrae Nacional e representante da Gestão Estratégica Orientada para Resultados (Geor), atua como moderador no debate que está levando a formatação de uma proposta de ação conjunta das ações de apoio ao desenvolvimento do artesanato regional. “O Sebrae entende o artesanato como um setor econômico, ou seja, é um negócio que gera emprego e renda e que por isso mesmo funciona como opção de negócio transformando positivamente comunidades e regiões inteiras”.

Coordenadora nacional do Geor Artesanato, Durcelece Mascêne confirma o potencial dessa indústria artesanal na economia. “Os levantamentos apontam que pelo menos 8,5 milhões de pessoas fazem artesanato no Brasil e juntos eles movimentam elo menos R$ 28 bilhões por ano. Ainda não temos levantamentos precisos sobre quantas pessoas se dedicam ao artesanato na Amazônia, mas considerando sua diversidade cultural e, principalmente, de matérias-primas, o número é com certeza muito grande”, revela.

Apesar das perspectivas extremamente positivas, o artesanato amazônico ainda precisa resolver dois problemas que se caracterizam como pontos fracos para sobreviver num mercado cada vez mais competitivo, adverte a especialista: “Precisamos certificar as matérias-primas extraídas da floresta e criar dificuldade para que ela saia da Amazônia sem estar devidamente trabalhada, pois assim estaremos valorizando mais o produto final. Outro problema é criar tecnologia que garanta uma vida mais longa às peças feitas com sementes regionais”.

Indústria de baixo custo - Já o presidente em exercício do Conselho Deliberativo do Sebrae do Acre, Rubenir Guerra, deu as boas-vindas aos integrantes da reunião destacando que, embora seja um dos maiores empresário da área de materiais da construção civil no Acre, reservou espaço em sua nova loja para a exposição do artesanato e peças de decoração regional.

“Valorizo pessoalmente o artesanato porque entendo que é um negócio que pode ser iniciado com um mínimo de investimento para produzir um grande retorno. Por isso mesmo ele é fundamental para oferecer emprego e renda para a camada mais humilde de nossa população”, destacou.

 

 
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Rio Branco-AC, 11 de agosto de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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