| OPINIÃO | ||
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Michelangelo Botto * |
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Parabéns, Rede Amazônica! “A gente conhece as pessoas pelos olhos.” A frase marcante um dia foi dita a mim em Rio Branco pelo jornalista Phelippe Dauo, diretor-presidente da Rede Amazônica. Nunca me esqueci e serve de lição até hoje quando me levanto e chego para trabalhar todos os dias na TV Acre. Homem de poucas palavras, sereno, mas firme em suas atitudes, um verdadeiro idealista, é o responsável principal, junto com o também jornalista Milton Cordeiro e o empresário Joaquim Margarido, pelo complexo de comunicação chamado Rede Amazônica, que completou no dia primeiro de setembro último trinta e cinco anos de excelentes serviços prestados à comunidade de toda a região Norte, por que não dizer do Brasil e do mundo, através das modernas tecnologias eletrônicas e digitais à disposição da televisão. Com esse breve lead, passamos explicar um pouco da emissora mãe (TV Amazonas), cuja trajetória confunde-se, em parte, com a minha própria história profissional. Ainda muito novo, em 1982 - deveria 15 anos de idade -, quando uma oportunidade foi proporcionada por chamadas no canal 5 (o sinal ainda transmitido pela TV Bandeirantes), anunciando exatamente um curso completo de Televisão e Radiodifusão, comandado pelo publicitário Rosivaldo Ferreira, que na época exercia um cargo de chefia na área operacional. Lembro-me que mais de trezentos candidatos se inscreveram na sede, que funcionava na esquina da avenida Carvalho Leal - Cachoeirinha, em Manaus, com a promessa de que os três primeiros colocados seriam contratados. Depois de alguns meses de intensos treinamentos em todas as áreas da televisão, do Jornalismo a Operação, inclusive, é bom que se diga, até cenário de novela aprendemos a fazer, finalmente tive a chance de conquistar o primeiro emprego. Queria ser cinegrafista, mas a nota que conferi, se não me engano bati quase 10 (dez) na oportunidade, foi o suficiente para me colocarem na edição de imagens, e realmente, o contrato foi assinado no dia primeiro de junho do mesmo ano (1982), com a remuneração de dezesseis mil cruzeiros. Reconheço: foi um dos momentos mais felizes da minha vida! De lá para cá nunca mais parei de fazer televisão, mesmo indo e voltando, ou trabalhando em outras emissoras, sempre acompanhei de perto a evolução rápida da empresa. Quando chegou o satélite com transmissões “ao vivo” e depois o canal temático Amazonsat, ai é que não parou mais de crescer, sempre com uma equipe super profissional e capacitada, sempre com apoio da Rede Globo nas praças: Acre, Rondônia, Roraima e Amapá, depois o sinal foi para a TV Amazonas. Em seguida veio a Fundação Rede Amazônica, uma semente, acredito, deixada pela equipe que realizou o primeiro curso da história da televisão do Amazonas, que deu certo e tive o prazer de participar conforme já relatado. Mas recentemente, veio o Portal Amazônia com as notícias via “on line” que podem ser acessadas na Internet em qualquer lugar do mundo. A história da Rede Amazônica, portanto, é muito intensa e digna de ser homenageada, pois seus avanços e realizações ultrapassam fronteiras. Então, dos trinta e cinco anos de Rede Amazônica devo ter quase dezoito anos de casa, a maior parte como repórter, isso, contando com o tempo de rádio, são mais de vinte anos, durante esse período aprendi muito no corrido dia a dia de pautas produzidas basicamente na rua, no contato direto com o povo e as autoridades. Os telespectadores reconhecem o trabalho, é só acompanhar os índices de audiência em toda a programação Portanto, PARABÉNS a todos que direta ou indiretamente construíram um sonho iniciado por três grandes idealizadores que já tem os seus nomes definitivamente registrados na história da imprensa da Amazônia brasileira, incluindo Tufic e Emílio Assmar, que tiveram a coragem de ser os pioneiros da televisão acreana. * Repórter da TV Acre, Jornalista, Radialista e Bacharel em Direito |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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