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| Dora Monteiro * |
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Superação Hoje amanheci meio triste, não sei bem o motivo que me deixou assim, mas imagino que seja porque amanhã completa um ano que Jesus me deu uma nova oportunidade de vida aqui neste plano terreno ao lado de minha família e dos amigos que estiveram comigo naquele fatídico dia. Dia 11 de novembro de 2006, às 8h30 de um sábado, depois que tomei o café da manhã entrei no meu quarto e fui tomar banho para ir trabalhar quando senti uma espécie de estalo nos ouvidos, sei lá, algo que parecia que ia desmontando, não sei explicar ao certo. Só sei que tava embaixo do chuveiro e que ainda deu tempo de desligar a torneira bem devagar e sair dali, não sei para onde exatamente. Não sei se caí desmaiada, só sei que acordei e não sentia minhas pernas. Mas consegui andar até o quarto de minha filha Jéssica, que dormia com a minha filha mais nova, Maria Rita, no quarto delas e pedi ajuda. Disse a ela que chamasse alguém para me levar até o hospital porque não sentia as minhas pernas e que não queria ficar andando de cadeira de rodas (foi exatamente assim que eu falei). Jéssica não acreditou (eu sempre tive uma saúde de ferro, nem gripe eu pego). Ela ficou me olhando admirada por alguns segundos e levantou e ligou para meu ex-marido, Valdo Nicácio, que chegou à minha casa em poucos minutos e me levou para o pronto socorro de Rio Branco (gostaria inclusive de expressar-lhe toda a minha gratidão por este gesto. Obrigada, Valdo...). Bem, a partir daí eu já não lembro de mais nada. Mas sei pela minha família e amigos que o apartamento que fiquei no hospital Santa Juliana (para onde fui levada depois que o neurologista Paulo Jorge detectou que eu tinha sofrido um aneurisma cerebral em decorrência de uma carga insuportável de estresse), foi freqüentado por parentes e amigos verdadeiros. Vou citar o nome de alguns amigos que estiveram lá e que vou ser-lhes grata pelo resto de meus dias: Jane Vasconcelos, Regiclay Saady, Sara Pontes, Raimundo Afonso (então presidente do Sindicato dos Jornalistas), Cássio, Valdecir e Valmir Nicácio, Felismar Mesquita, Leonildo Rosas e principalmente ao médico que me atendeu, Dr. Paulo Jorge, e minha família, especialmente à minha mãezinha Alda Monteiro. É difícil descrever o quadro em que fiquei, porque eu não reconhecia ninguém, embarquei para Goiânia às pressas praticamente em coma, acompanhada de um médico, minha filha Jéssica e minha irmã, a assistente social Gláucia Monteiro (obrigada, maninha, nunca vou poder te pagar o que você e todos que vivenciaram aquela cena triste fizeram por mim). Fui forte como um touro, sei disso, lutei contra um problema grave que geralmente mata, e quando não mata deixa seqüelas graves. Mas eu estou aqui, graças ao infinito amor de Jesus Cristo. * Jornalista |
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