PÁGINA DO EMPREENDEDOR

 

Produção diversificada

Acreditando no Acre, agricultores investem e aumentam área de plantio

Juracy Xangai

Seis mil mudas de limão cravo com alturas que variam de 60 a 80 centímetros enfeitam o campo do Grupo de Produtores Avicultores Hortifrango liderados por João Ferreira da Silva, 47, pai de um filho, morador do quilômetro 16 do ramal do Barriga no Projeto de Assentamento Alcoobrás.

Nascido e criado numa colônia do Pará, João já não tem saudades dos tempos em que arriscou a sorte nos garimpos de Rondônia e menos ainda dos 12 anos que viveu na cidade, seis deles em Rio Branco, tentando melhorar seu meio de vida.

A melhora tão desejada aconteceu há sete anos, no dia em que o Incra anunciou a seleção de seu nome para receber um dos lotes de 15 hectares do Projeto de Assentamento Alcoobrás. “O ramal era muito ruim, agora não tá bom, mas melhorou bastante e pode melhorar bem mais, havia muita malária e a gente não tinha nada, estava começando mesmo do zero. Não foi fácil, mas não desanimamos, plantamos colhemos, às vezes perdemos, mas continuamos aqui até que tivemos a graça do Sebrae ser contratado pelo Incra para realizar o Projeto Terra Sol que veio dar uma luz na nossa vida”.

A declaração vem da lembrança de que ele e mais de 250 outros produtores tem recebido cursos e palestras que os estimulam a criar novos negócios variando e melhorando o sistema de produção nas suas colônias.

“Agora nós nos unimos num grupo para dar início a uma granja onde vamos produzir três mil frangos caipirão, estamos construindo horta com duas estufas de seis por 50 metros de comprimento e uma piscicultura. No meio disso estamos produzindo estas seis mil mudas de limão cravo que vão servir de porta enxerto para o limão taiti e várias qualidades de laranja”, explica.

As mudas serão enxertadas neste mês de março e abril para que estejam prontas para o plantio no campo a partir de novembro, quando começam as chuvas. Elas fazem parte de um lote de 100 mil mudas encomendadas a agricultores pelo Projeto Fogo, a fim de serem vendidas aos produtores que se interessem em produzir frutas cítricas.


A esperança no Timbóarte

Juracy Xangai

Enrola aqui, estica ali, prende acolá e assim vão se formando em cipós titica ou timbó, os cestos, bandejas e tantos outros objetos utilitários e enfeite produzidos por Elislaine Batista da Silva, 34 anos, mãe de três filhos, moradora do km 13 do Ramal do Barriga.

Os trabalhos aprendeu num cursos realizado através do programa de artesanato do Sebrae do Acre. Depois de treinados os produtores criaram o Grupo Timbóarte que é formado por sete mulheres e três homens.

Seus trabalhos vem sendo vendidos na Feira das Tribos do Sebrae, em Rio Branco, agora já estão buscando uma loja que se interesse em fazer encomendas como as que tem recebido para produzir cestas, porta guardanapos e outros utensílios para restaurantes da Capital.

“Nós estamos animadas com o anúncio de que logo vão inaugurar a vitrine do Terra Sol ali na beira da estrada de Brasiléia. Lá a gente vai poder expor e vender nossos produtos para o pessoal que está viajando e dá uma paradinha para descansar”, explica Elislaine de olho nas oportunidades de negócio que estão surgindo.

Mas nem tudo é fácil e, como cipó, às vezes as coisas ficam enroladas. Na comunidade existe muito cipó timbó, mas não o cipós titica que precisa ser tirado da mata a mais de 100 quilômetros dali, ou comprado dos seringueiros.

“A dificuldade para conseguir o material acaba dificultando nosso trabalho e até prejudicando a produção, pois a gente dá preferência para fazer trabalhos com o cipó titica porque dá um acabamento melhor. Mas apesar das dificuldades que a gente enfrenta, esse é um serviço que dá gosto fazer e ainda produz um bom lucro”, garante.


Incentivo à agricultura familiar sustentável

Juracy Xangai

Acontece nesta segunda e terça-feira das oito e meia da manhã às cinco e meia da tarde na sala de multimêios da Seater a seleção de projetos que vão concorrer aos recursos do Fundo Nacional de Meio Ambiente determinados no edital número 01/2006.

Através deles será realizada a formação de agentes multiplicadores, assistência técnica e extensão rural em atividades florestais aos agricultores familiares do bioma Amazônia.

Este projeto é proposto pelos ministério do Meio Ambiente (MMA) e Desenvolvimento Agrário (MDA) em parceria com a Associação dos Municípios do Acre (AMAC).

Ele é um componente do Pronaflorestal, o qual pretende estimular a agricultura familiar como forma de promover o desenvolvimento rural sustentável, como também a redução do desmatamento ilegal na Amazônia.

Para isso estará estimulando projetos em duas frentes de ação. Na primeira delas quer a formação de agentes multiplicadores do bioma Amazônia, trabalho que terá duração média de 12 a 14 meses e que conta com R$ 4 milhões.

O segundo é para a assistência técnica e extensão rural em atividades florestais e agricultores familiares do bioma Amazônia, cuja duração poderá varias de 36 a 48 meses e contará com um montante de até R$ 12 milhões.

 

E x p e d i e n t e :
Textos publicados nesta página são de responsabilidade da Unidade de Comunicação e Marketing do Sebrae no Acre - Jornalista Responsável: Vanessa França (Registro Profissional: 3280 L-14F-89 DRT/PE) vanessa@ac.sebrae.com.br - fotos: Evandro Souza e Claudwilson Diogenes. Colaboradores: Juracy Xangai e Sandra Assunção. Sugestões, comentários e-mail para ascom@ac.sebrae.com.br

 

 
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Rio Branco-AC, 18 de dezembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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