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Novas pesquisas voltam a confirmar favoritismo de Lula Números mostram que a fúria dos ataques da oposição não tem surtido efeito em relação ao desempenho eleitoral do presidente na corrida por mais um mandato |
![]() Apesar dos constantes ataques, presidente Lula mantém o favoritismo para as eleições de outubro |
A fúria e os ataques da oposição em relação ao governo, como o que ocasionou a queda de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda, há 15 dias, não surtiram os efeitos esperados pelos adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se mantém como favorito para as eleições de outubro. Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, em Brasília, voltou a apontar que a aprovação ao governo Lula escapa ilesa dos escândalos políticos e que a avaliação positiva do presidente manteve-se estável, oscilando de 37,5% em fevereiro para 37,6% em abril, o que o torna um adversário imbatível mesmo diante de seu mais próximo concorrente, o candidato do PSDB Geraldo Alckmin. De acordo com os números da pesquisa, quando o levantamento é estimulado (o momento em que os nomes dos candidatos são citados), Lula aparece com 37,5% das intenções de voto contra 20,6% de Geraldo Alckmin, 15% de Anthony Garotinho e 4,3% de Heloísa Helena. Indecisos, brancos e nulos representam 22,7% dos entrevistados. Isso no primeiro turno. Num eventual segundo turno entre Lula e Alckmin, o petista bateria o tucano por 45% a 33,2%. Em fevereiro, o presidente tinha 51,3% das intenções de voto contra 29,7% do ex-governador de São Paulo. Esta foi a 81ª rodada de pesquisas encomendada pela CNT, a Confederação Nacional dos Transportes. O instituto Sensus trabalha exclusivamente para a CNT fazendo avaliação mensal sobre o desempenho do governo e do presidente. Nessa última, segundo os dados divulgados ontem, ouviu em todo o país 2.000 entrevistados entre os dias 3 e 6 de abril. A margem de erro é de 3 pontos para cima ou para baixo. A pesquisa mostra que o índice de desaprovação ao governo Lula recuou de 38% para 37,6% - queda de 0,4 ponto. A pesquisa compara dados de abril com o levantamento realizado em fevereiro. Não foi realizada pesquisa em março. Em fevereiro de 2006, a pesquisa CNT/Sensus mostrou Lula com 42,2%, Alckmin com 17,4%, Garotinho com 14,4% e Heloísa Helena com 5,1%. O índice de indecisos, brancos e nulos era de 21,1%. O resultado da pesquisa CNT/Sensus é parecido com o divulgado no fim de semana pelo Datafolha. De acordo com os números do Datafolha, a taxa dos que consideram o governo Lula “ótimo” ou “bom” oscilou de 38% para 37%; a dos que o acham “regular” se manteve em 38%; e a dos que definem sua atuação como “ruim” ou “péssima” à frente do cargo permaneceu em 23%. A aprovação ao presidente Lula continuou em patamar elevado e estável em 53,6% - era 53,3% na pesquisa anterior. Foi o maior índice de aprovação já registrado desde setembro. Na pesquisa espontânea de intenção de votos para o primeiro turno (sem citar os nomes dos candidatos), Lula aparece com 26,4%, Alckmin com 9%, Anthony Garotinho com 2,8%, José Serra com 2,8% e os demais com 2,2%. Indecisos, brancos e nulos somam 56,8%. Na pesquisa anterior, Lula aparecia com 30%, Alckmin com 3,8%, Garotinho com 1,8%, José Serra com 10% e os demais com 4%. Indecisos, brancos e nulos representavam 50,4%. Num primeiro turno simulado, com mais possibilidades de candidatos, Lula também sai na frente. Ele teria 36,6% das intenções de voto. Alckmin teria 19,6%, Garotinho, 13,6%, Heloísa Helena, 4,9%, Cristovam Buarque, 1,7%, Roberto Freire, 1,3% e José Maria Eymael, 0,2%. Indecisos, brancos e nulos somam 22,3%. Num eventual segundo turno entre Lula e Alckmin, o petista bateria o tucano por 45% a 33,2% se a eleição fosse hoje. Aliados comentam números e advertem para atos de inconseqüência da oposição, inclusive a local A confirmação do favoritismo de Lula na corrida presidencial em mais uma pesquisa de opinião pública foi recebida com festa por seus aliados no Acre. Na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores de Rio Branco, a repercussão foi imediata. O líder da bancada do PT na Assembléia, deputado Fernando Melo, virtual candidato a deputado federal, disse que os números da última pesquisa tocam fundo no coração da militância petista. “Isso mostra que o militante petista e da Frente Popular não deve se abater diante dos ataques e da campanha de difamação que a oposição, inclusive em nível local, vem tentando promover contra o presidente e seu governo. No afã de atingir Lula, os oposicionistas locais também tentam atingir o governo do Acre, mas enfrentam o repúdio da sociedade, que reconhece, além das obras, a forma ética como o governo liderado por Jorge Viana vem conduzindo os destinos do nosso Estado”, disse o deputado. “Esses números, no entanto, me trazem uma preocupação: sabendo que o governo Lula e o próprio presidente são muito fortes em relação ao respeito da sociedade brasileira, esses membros da oposição, que estão ávidos para voltar ao poder, inclusive em nível local, podem tentar algo desesperado e inconsequente. É necessário que a nossa militância e a própria sociedade fiquem vigilantes.” “Esses números são o resultado concreto da política econômica e das políticas sociais executadas pelo governo do presidente Lula”, comentou o deputado federal Nilson Mourão (PT-AC), que vai disputar o terceiro mandato em outubro e é aliado de primeira hora do presidente Lula. “Os dados são uma manifestação clara de que os métodos da oposição não prosperam e não têm aceitação da população. Isso também é um indicativo claro de que a oposição local precisa rever seus métodos porque, do contrário, suas ações só fortalecem o nosso governo.” Ainda na Câmara Federal, outro deputado federal do PT, Zico Bronzeado, que também será candidato à reeleição, afirmou que os números revelam três coisas básicas: a estabilidade econômica, o respeito da comunidade internacional e os avanços causados pela geração de emprego e renda. “O presidente Lula estabilizou a economia, cumpriu compromissos dos contratos assinados e desenvolveu a maior política de emprego e renda da história do país. É isso que as pesquisas estão mostrando”, disse Bronzeado. Outra aliada de Lula na área federal, a deputada Perpétua Almeida (PC do B-AC) também comemorou a divulgação da nova pesquisa. “O que tenho visto aqui na Câmara é a oposição tentando desqualificar o presidente numa tentativa desesperada de apeá-lo do poder. Esses números são o recado que o povo brasileiro vem dando à oposição. É como se o nosso povo dissesse: ‘basta! Deixem Lula governar’”, afirmou a parlamentar. “Isso mostra que o povo no geral reconhece quem trabalha. Isso vale também para o nosso Estado.” O presidente da Assembléia, deputado Sérgio Petecão, outro possível candidato a deputado federal, embora filiado ao PMN (Partido da Mobilização Nacional), recebeu os números com satisfação. “Isso mostra que o nosso partido, ao se unir à Frente Popular, está no caminho certo. Não há como negar que, no governo Lula, o Brasil está avançando”, disse o parlamentar. A única vereadora petista na Câmara, Maria Antônia, disse que a pesquisa enche de orgulho e de esperança todos aqueles que confiam no governo e acreditam no presidente da República. “O presidente Lula é um homem que escapou das piores armadilhas que podem ser pregadas contra um ser humano: a fome e a miséria. Esses números me mostram que a oposição, no seu afã de atrapalhar o governo e impedir mais um mandato para o presidente, vai ter que mudar de tática. Seus aliados no Estado também vão no mesmo caminho: ou mudam, reciclam-se e apresentam um projeto alternativo ao nosso, ou vão receber nas urnas o repúdio do povo”, disse. O senador Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado e virtual candidato à reeleição, também criticou a oposição diante dos novos números. Disse que, coincidência ou não, quando, no mês passado, pesquisa anterior divulgou os números que agora são confirmados, a oposição apareceu em Brasília com o caso do caseiro Francenildo Costa para atingir o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. “Como a campanha contra o ministro da Fazenda não surtiu efeito, a oposição mirou no ministro da Justiça. Como o ministro, consciente de suas responsabilidades, adiantou-se e decidiu falar ao Senado o quanto antes, a oposição recuou e agora não tem mais interesse em recolher seu depoimento. Isso me preocupa porque estamos vendo uma oposição se movimentar não exatamente na defesa dos interesses do país, e sim de acordo com a sua conveniência político-eleitoral”, disse o senador. O senador Sibá Machado, presidente regional do PT, também falou sobre os números. “O fato de mais uma pesquisa divulgar que o presidente Lula continua forte como candidato à reeleição não deixa de me preocupar. É que aqueles que estão desesperados para voltar ao poder podem tentar um ato extremo, uma campanha de difamação inconseqüente na tentativa de confundir a sociedade brasileira”, afirmou. “O PT estará vigilante não só na defesa do governo, mas também diante dos atos daqueles que, lá atrás, no início da crise, chegaram a dizer que, para derrotar o presidente Lula, era necessário fazer o governo sangrar.” |
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