| COTIDIANO | |
Exposição de Darci Seles, Ueliton Santana e Luis Carlos sacramenta o intercâmbio cultural entre Acre e Peru |
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A idéia do intercâmbio surgiu durante a visita de uma comitiva composta por alguns artistas plásticos peruanos ao Palácio Rio Branco, em 2002. “Na época, o grupo cogitou a possibilidade do intercâmbio, deixaram o contato, e logo me comuniquei através de e-mail. A idéia era que os artistas de lá viessem primeiro, mas não foi possível porque não tínhamos um espaço adequado para exposição. Com a inauguração da Galeria Juvenal Antunes fizemos novo contato e rendeu na história de levarmos primeiro o nosso trabalho para o museu em Cuzco este ano”, explica Darci Seles. Para os artistas o significado da integração vai além das fronteiras econômicas, passa pela difusão da arte que se produz no Acre. “Sabemos que o mercado de Cuzco é muito forte em termos de arte e que a produção que estamos levando na bagagem pode ser pequena, mas acreditamos que os peruanos vão poder conhecer um pouco do que se produz no Acre. Integração traz um significado de propagação”, diz Luis Carlos. Ueliton Santana ver o intercâmbio com um passo importante na construção das relações culturais entre os povos. “Os povos começaram a evoluir culturalmente e se respeitarem mutuamente quando aconteceu essa interação. Acho que a exposição traz esse significado, não deixa de ser uma integração entre povos vizinhos que muitas vezes não conhecem a cultura um do outro”. Abertura de mercado - A expectativa em relação à exposição é grande, sob diversos aspectos. Os artistas acreditam que por Cuzco ser um centro de referência no mercado das artes plásticas na América Latina, amplia a possibilidade de oportunidade de negócios nesse primeiro contato. Para eles, a idéia é firmar o intercâmbio cultural entre os países vizinhos, não apenas nas artes plásticas, mas através das diversas linguagens artísticas. “Cuzco é lugar de muitos turistas, japoneses e europeus principalmente. Acredito que no sentido de fecharmos negócios vai ser positivo, isso também é importante para o artista, é o que faz ele sobreviver. Esse é o início, depois a música, o cinema e outras manifestações artísticas”, diz Santana. A seleção das telas para compor a exposição foi feita por cada artista. Cada um deles selecionou dez trabalhos para a mostra Integração, com link na linguagem regional e universal. Eles levaram em conta a liberdade de estilo e tendência, sem uma preocupação de que acontecesse uma junção entre o trabalho dos três. Santana, por exemplo, escolheu a representatividade da cultura acreana, através de rostos de crianças indígenas, pintados em acrílico sobre tela e um abstrato figurativo, que ele considera inovador e diferente do que existe em Cuzco. Já Luis Carlos, que obedece uma linha que muito lembra os trabalhos de Cândido Portinari, mais ou menos um cubismo com uma certa deformação, está levando pinturas que retratam personagens da nossa história e profissões. Darci Selles compôs sua mostra com telas que representam à música, numa linguagem universal. “São pessoas tocando instrumentos, numa técnica que é expressionista. É um trabalho que vinha já desenvolvendo nessa linha. Preparei essa série de música para essa específica para essa exposição”, explica Darci. Se a idéia é estreitar as relações, comunicar e intercambiar, Integração representa o primeiro passo para a construção de um diálogo com os nossos hermanos peruanos, através da linguagem universal da arte. O intercâmbio irá se fortalecer ainda mais com a vinda dos artistas peruanos que estarão expondo sua arte em novembro deste ano, na cidade de Rio Branco. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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