POLÍTICA

Elza Lopes rebate denúncias feitas pela presidente do Sinteac

Motivações políticas estariam por trás de acusações

Marcos Vicentti
Elza Lopes foi presidente do
Sindicato dos Trabalhadores em Educação


Val Sales

O “racha” declarado entre a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre (Sinteac), o maior do Estado, tem gerado uma série de denúncias envolvendo a atual gestão e causando impacto nas anteriores, em que cada lado atiça lenha na fogueira do outro.

Nesse caso, a atual presidente da entidade, Alcilene Gurgel, diz que a auditoria sobre as duas gestões anteriores à dela foi proposta pelos próprios associados, tendo sido este um compromisso assumido no início do seu mandato. O fato é que somente agora a análise foi apresentada, o que, segundo a ex-presidente, Elza Lopes, tem motivação política, já que a eleição para a escolha da nova diretoria vai acontecer no fim do semestre deste ano.

“É uma auditoria inoportuna para o momento, já que ela estava pronta desde o ano passado e só agora o sindicato resolveu entregar o documento para o Ministério Público Estadual (MPE). E, antes mesmo de o órgão fazer um julgamento dessa auditoria, ela já foi pré-julgada, envolvendo o meu nome e do professor Márcio Batista”, reclamou.

Ela se defendeu dizendo que a Constituição Federal assegura que o cidadão brasileiro é inocente até que se prove o contrário. “É uma auditoria politiqueira, mentirosa. Ela fala de convênios, de falta de notas, sendo que tudo o que a minha gestão fez foi em prol da categoria. Ela argumenta sobre o uso do combustível. No entanto, se há uma diretoria que trabalha, que vai para as escolas, que atua na zona rural e nos municípios, não tem como não usar combustível”, explicou.

Elza ressaltou que a na auditoria está incluída a compra de bebida alcoólica, sendo que a entidade possui um clube campestre para onde os sócios vão nos finais de semana e que é mantido pelo sindicato. “O sindicato tem uma contadora contratada há mais de 20 anos e que pode comprovar o que digo”, enfatizou.

Ainda de acordo com ela, foram levantadas calúnias envolvendo também o nome do vereador Márcio Batista, que esteve à frente da entidade em anos anteriores. “Inventaram que o Márcio Batista alugou um avião como se fosse em seu benefício. Isso ocorreu na diretoria anterior à dele e a aeronave foi contratada pela comissão eleitoral. Quem acusa não explica e fica parecendo para a categoria que o Márcio se beneficiou com o dinheiro do sindicato”, acrescentou.

Elza lembrou ainda que está à disposição do MPE para qualquer tipo de esclarecimento. “O que eu acho mais engraçado é que quando houve aquela denúncia de corrupção da compra de bolsas, ração para gatos e material de construção, sendo que o sindicato não estava fazendo nenhuma construção, a presidente não teve nenhuma agilidade em correr para o Ministério Público”, observou.

Ela afirma que se não fossem as denúncias feitas pela atual vice-presidente do Sinteac, Almerinda Cunha, nada havia teria sido divulgado na imprensa. A notícia, segundo Elza, teria vazado por causa da briga interna, o que resultou em uma assembléia geral e na expulsão das pessoas acusadas de corrupção.

“Essa diretoria não tem moral para falar de ética. Ela foi a maior protagonista de corrupção dentro do sindicato. Tudo o que fiz foi em prol da categoria e se alguém tem que julgar que sejam ela e o Ministério Público.”

Questionada sobre o fato das denúncias contra os ex-gestores, Alcilene Gurgel explicou que a auditoria foi feita a pedido da própria categoria e que ela, em nenhum momento, afirmou que seria candidata à reeleição, o que descarta a possibilidade de a briga ser política.

 
 
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Rio Branco-AC, 12 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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