| POLÍTICA | |
Elza Lopes rebate denúncias feitas pela presidente do Sinteac Motivações políticas estariam por trás de acusações |
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O “racha” declarado entre a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Acre (Sinteac), o maior do Estado, tem gerado uma série de denúncias envolvendo a atual gestão e causando impacto nas anteriores, em que cada lado atiça lenha na fogueira do outro. Nesse caso, a atual presidente da entidade, Alcilene Gurgel, diz que a auditoria sobre as duas gestões anteriores à dela foi proposta pelos próprios associados, tendo sido este um compromisso assumido no início do seu mandato. O fato é que somente agora a análise foi apresentada, o que, segundo a ex-presidente, Elza Lopes, tem motivação política, já que a eleição para a escolha da nova diretoria vai acontecer no fim do semestre deste ano. “É uma auditoria inoportuna para o momento, já que ela estava pronta desde o ano passado e só agora o sindicato resolveu entregar o documento para o Ministério Público Estadual (MPE). E, antes mesmo de o órgão fazer um julgamento dessa auditoria, ela já foi pré-julgada, envolvendo o meu nome e do professor Márcio Batista”, reclamou. Ela se defendeu dizendo que a Constituição Federal assegura que o cidadão brasileiro é inocente até que se prove o contrário. “É uma auditoria politiqueira, mentirosa. Ela fala de convênios, de falta de notas, sendo que tudo o que a minha gestão fez foi em prol da categoria. Ela argumenta sobre o uso do combustível. No entanto, se há uma diretoria que trabalha, que vai para as escolas, que atua na zona rural e nos municípios, não tem como não usar combustível”, explicou. Elza ressaltou que a na auditoria está incluída a compra de bebida alcoólica, sendo que a entidade possui um clube campestre para onde os sócios vão nos finais de semana e que é mantido pelo sindicato. “O sindicato tem uma contadora contratada há mais de 20 anos e que pode comprovar o que digo”, enfatizou. Ainda de acordo com ela, foram levantadas calúnias envolvendo também o nome do vereador Márcio Batista, que esteve à frente da entidade em anos anteriores. “Inventaram que o Márcio Batista alugou um avião como se fosse em seu benefício. Isso ocorreu na diretoria anterior à dele e a aeronave foi contratada pela comissão eleitoral. Quem acusa não explica e fica parecendo para a categoria que o Márcio se beneficiou com o dinheiro do sindicato”, acrescentou. Elza lembrou ainda que está à disposição do MPE para qualquer tipo de esclarecimento. “O que eu acho mais engraçado é que quando houve aquela denúncia de corrupção da compra de bolsas, ração para gatos e material de construção, sendo que o sindicato não estava fazendo nenhuma construção, a presidente não teve nenhuma agilidade em correr para o Ministério Público”, observou. Ela afirma que se não fossem as denúncias feitas pela atual vice-presidente do Sinteac, Almerinda Cunha, nada havia teria sido divulgado na imprensa. A notícia, segundo Elza, teria vazado por causa da briga interna, o que resultou em uma assembléia geral e na expulsão das pessoas acusadas de corrupção. “Essa diretoria não tem moral para falar de ética. Ela foi a maior protagonista de corrupção dentro do sindicato. Tudo o que fiz foi em prol da categoria e se alguém tem que julgar que sejam ela e o Ministério Público.” Questionada sobre o fato das denúncias contra os ex-gestores, Alcilene Gurgel explicou que a auditoria foi feita a pedido da própria categoria e que ela, em nenhum momento, afirmou que seria candidata à reeleição, o que descarta a possibilidade de a briga ser política. |
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