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Mandioca: saberes e sabores da terra Exposição itinerante sobre a importância da mandioca no sistema culinário brasileiro chega a Cruzeiro do Sul |
![]() Daniel Zen abriu a exposição em Cruzeiro do Sul |
Mandioca: saberes e sabores da terra exposição que evidencia aspectos associados à importância da mandioca no sistema culinário brasileiro, destacando os saberes tradicionais que transformam esse tubérculo, em diferentes regiões do país, em farinha e demais derivados, após passar pelo Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Porto Velho e Rio Branco, sai do circuito das capitais e pela primeira vez é montada num município do país. Cruzeiro do Sul foi o lugar escolhido para encerrar a sua passagem pelo Acre. A exposição chega a maior cidade do Vale do Juruá numa parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com o governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour. A abertura da mostra aconteceu na última quarta-feira no Museu de Cruzeiro do Sul e Memorial José Augusto com a participação do presidente da Fundação Elias Mansour, Daniel Zen, do superintendente regional do IPHAN, Beto Bertagna, do chefe da sub-regional do instituto no Acre, Fernando Figali, autoridades locais e convidados. Na solenidade o presidente da FEM falou sobre a importância da escolha de Cruzeiro do Sul contextualizando vários aspectos. “Criar a parceria com o Iphan para trazer a exposição a Cruzeiro do Sul sinaliza a idéia de interiorização das ações culturais, uma das metas do governo Binho Marques. Outro significado é o fato da região ser tradicional na cultura de fabricação artesanal da farinha, considerada uma das melhores do Brasil. Neste sentido a cidade não poderia ficar fora do circuito da exposição”. Beto Bertagna afinou o discurso com a idéia de que a instalação sirva também como um elemento que mobilize a própria comunidade a aguçar seu olhar. “Quem produz o produto, quem é filho de quem produz, quem respira esse universo ao visitar a exposição poderá ter um senso critico sobre a mostra do tipo: ‘A gente não faz assim, nossa farinha tem outra textura, fabricamos diferente’. Quem sabe ao invés de se importar exposições, se possa criar uma mostra a partir de um inventário da cultura local”. A exposição itinerante fica no Museu de Cruzeiro do Sul e Memorial José Augusto até julho deste ano. A idéia da temporada é fazer com que a comunidade a perceba em suas diversas linguagens. Quem visitar a exposição poderá ver de perto os alimentos e produtos oriundos da mandioca, por meio de banners com textos e imagens explicativas sobre a cultura do tubérculo em vários cantos do país, maquetes que retratam as casas de farinha e a produção familiar, utensílios utilizados na produção artesanal confeccionados com palhas entre outros elementos que compõem a instalação. Estão previstas visitas de estudantes das escolas da rede pública de ensino, além de turistas e visitantes locais. Depois de Cruzeiro do Sul a exposição segue para Boa Vista (RR) e Manaus (AM). O objetivo é otimizá-la na região Norte. Onde Periodo fContato - (68) 9998-9438/3222-7269 (Fernando Figali) |
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