PÁGINA DO EMPREENDEDOR


Manejo estimula o empreendedorismo

Consultoria mostra estudo de viabilidade econômica de terras e procura empresas florestais interessadas em explorá-la

Transformar os potenciais da floresta acreana em dinheiro e benefícios para aqueles que nela vivem vem sendo o desafio enfrentado pelos profissionais da área florestal que trabalham para fazer isso de maneira econômica, social e ambientalmente sustentável.

Foto: Regiclay SaadyO engenheiro florestal, Alex Queiroz que trabalhou por um ano no setor de parques e jardins da prefeitura de Belém, depois na ong Imazon e por fim na Secretaria Estadual de Florestas, no Acre, depois de abrir sociedade com um amigo decidiu seguir carreira sozinho orientando produtores e empresas sobre como fazer corretamente o manejo florestal.

“A maioria dos proprietários de terra não sabem que podem usar sua área de preservação permanente para o manejo e assim extrair lucro delas. Por isso, muitos encaram essa parte de sua propriedade como área perdida”. Explica Alex que é especializado em manejo florestal, exploração de impacto reduzido e no treinamento das equipes que trabalham em atividades de manejo.

Ele diz que o trabalho é localizar essas áreas, esclarecer seu proprietário e fazer um estudo de viabilidade econômica da exploração, com isso na mão busco as empresas florestais interessadas em explorar a madeira da área. Junta as duas partes para fazer o negócio acontecer.

Alex é um dos pioneiros nessa atividade, pois a maioria dos escritórios sempre ficou esperando que os fazendeiros ou madeireiros fossem até lá pedir assessoria, mas ele a oferece ao produtor, que caso se interesse, autoriza o trabalho que começa pela verificação dos documentos da área. “De nada adianta a gente fazer um ótimo diagnóstico técnico e econômico da área se quando formos apresentar o projeto ao Ibama ele for barrado porque a documentação da terra não está em dia. Esse é um dos grandes problemas do Acre e o Iteracre tem nos ajudado muito na solução dessas dúvidas”.


Negócios em crise exigem consultoria empresarial

Mais de 90% das micro empresas brasileiras surgem a partir da necessidade de um serviço, ou mesmo de garantir a sobrevivência imediata de seu proprietário, que apesar da boa vontade e motivação nem sempre tem o conhecimento necessário de como administrar, identificar problemas e apresentar soluções que garantam a sobrevivência de seu negócio.

Tudo isso acontece porque não dominam técnicas básicas de administração e gestão de empresas, dificuldade que vem sendo atendida pelos que nos momentos de crise, ou não, buscam orientação do balcão Sebrae e são encaminhados para a unidade de orientação empresarial. Através dela são orientados a investir numa consultoria que com um tempo médio de 30 horas faz um diagnóstico completo da situação administrativa, financeira e de mercado da empresa, identifica pontos fracos e fortes, então apresenta propostas práticas de solução.

Aprendendo a negociar

“Sempre ouvi falar do Sebrae, mas só quando senti que tinha perdido o controle financeiro e administrativo de meu negócio foi que decidi pedir ajuda. Cheguei lá perguntando se eles tinham alguém capaz de fazer milagre, e tinham, me mandaram seu Rubens como consultor que acabou virando amigo da casa”, relata Marcos Gaspar Lusvandi proprietário da Madeireira Paraná.

Com ele, Lusvandi aprendeu regras básicas de como organizar seus pagamentos de despesas como pessoal, energia, telefone, fornecedores, dívidas e controlar estoques de acordo com o comportamento do mercado. “A primeira coisa que aprendi foi administrar problemas e negociar soluções. Descobri que manter um negócio equilibrado é bem mais difícil do que parece. Hoje priorizo o pagamento das contas mais importantes e negocio as restantes com os credores. É preciso ser claro, agir com franqueza a gente sempre encontra um ponto de acordo”.

Aprendendo sempre

Aderson Carlos Amorim proprietário da Drogaria Carlos tem curso superior, mas além dos serviços do Sebrae tem também participado de seus cursos mais importantes, como o Empretec além de outros na área da contabilidade e matemática financeira . “Sempre gostei de estudar, entendo que a gente precisa estar se aprimorando sempre e por mais que se tenha boa vontade não dá para fazer isso sozinho”.

Quando foi lançar seu programa de televendas Aderson buscou a consultoria do Sebrae. “Esse tipo de coisa não pode ser feito a olho. Através da consultoria nós mapeamos a cidade e dividimos em regiões que tem preços diferenciados na hora do atendimento. Coloquei uma funcionária com banquinha na calçada no centro da cidade para fazer o cadastramento de pessoas e criei o cartão de crédito que hoje mantêm mais de dois mil clientes fidelizados. Não faço nada sem a orientação de um profissional especializado no assunto, o resultado de tudo isso é muito positivo, tanto que as vendas cresceram em cerca de 40%”.

Revendo posições

Quando buscou os serviços da Consultoria Empresarial do Sebrae, Djalma Campos o proprietário da Doces Frutos da Amazônia queria analisar a “saúde” geral de sua empresa, pois achava que não estava obtendo o resultado que deveria. “Fiz duas consultorias, a primeira me mostrou que depois de tiradas todas as despesas eu estava ganhando apenas nove centavos por bom-bom, a segunda nove centavos e meio. Não estava tendo prejuízo, mas essa faixa de lucro é considerada muito baixa”.

Isso levou os consultores a buscarem as origens do problema e descobriram que seus custos fixos como aluguel e despesas com pessoal estavam muito altos, além disso, a crise econômica havia feito com que os clientes reduzissem seu nível de consumo. “A solução é cortar despesas, melhorar a produção e aumentar os pontos de venda. A solução seria conseguir um cliente interno ou externo que comprasse um bom volume de produto por mês. Na verdade a venda de balcão ajuda a pagar a manutenção da loja, mas o que dá lucro mesmo são as encomenda maiores e as vendas no atacado. O Sebrae me abriu os olhos para essas coisas”.

Novos rumos

“A gente sempre ouve falar muito no Sebrae, mas a verdade é que só procuramos ajuda na hora que a crise aperta. Foi o que aconteceu comigo, montei o negócio num ponto muito bom e com tudo o que precisava para ter uma boa farmácia, mas nada dava resultado, foram dois anos seguidos de prejuízo então eu me desesperei”, relata Domingos Raposo de Barros proprietário da Drogaria Superfarma.

Ele então declara: “Graças a Deus me mandaram um consultor com o qual aprendi muito mesmo. Meus maiores problemas estavam na estratégia de vendas e nos custos fixos com aluguel e pessoal. Mudei a farmácia de lugar, tinha oito funcionários, estou ficando com quatro, agreguei novos serviços e continuo cortando despesas desnecessárias, com isso o negócio tomou novo rumo”.

 

E x p e d i e n t e :
Textos publicados nesta página são de responsabilidade da Unidade de Comunicação e Marketing do Sebrae no Acre - Jornalista Responsável: Vanessa França (Registro Profissional: 3280 L-14F-89 DRT/PE) vanessa@ac.sebrae.com.br - fotos: Evandro Souza e Claudwilson Diogenes. Colaboradores: Juracy Xangai e Sandra Assunção. Sugestões, comentários e-mail para ascom@ac.sebrae.com.br

 

 
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Rio Branco-AC, 12 de junho de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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