| POLÍTICA | |
Deputado Moisés Diniz é o novo líder do governo na Assembléia Parlamentar mantém compromisso com o projeto da Florestania |
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Depois de muitos questionamentos, uma das notícias mais esperadas nos bastidores da política acreana foi, enfim, anunciada. O governador Binho Marques apresentou ontem o deputado estadual Moisés Diniz (PC do B) como o novo líder do governo na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac). Ao assumir o cargo antes ocupado por Francisco Cartaxo, que morreu há um mês, Diniz torna-se liderança na Aleac com a tarefa de defender os interesses do governo, que, segundo Binho Marques, aposta e trabalha no projeto da Florestania. O governador afirma que a escolha do novo líder foi feita com base nos critérios de compromisso com a Florestania, inteligência, capacidade e sensibilidade. Mesmo com outros nomes fortes na disputa, como Naluh Gouveia - segundo Binho, ela provavelmente vai para o Tribunal de Contas - ou Juarez Leitão, que fica na diretoria da Aleac, Binho acredita que Moises desempenhará com êxito a função. Um homem de compromisso ideológico, que só abraça causas quando está certo delas e com discurso que se torna poético por ser verdadeiro, e soa como o canto do Uirapuru, ou seja, quando fala, todos se calam para ouvi-lo. É assim que o governador define o deputado Diniz. “Acreditamos que ele pode continuar o trabalho que Cartaxo vinha desempenhando muito bem na Aleac. Moisés é uma pessoa capacitada e que tem compromisso ideológico, com a florestania”, diz. Moisés Diniz é formado em pedagogia, já foi vereador em Tarauacá e está em seu segundo mandato de deputado estadual. Como ativista sindical, foi um dos fundadores do núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) de Tarauacá. PC do B perde - Segundo o novo líder do governo, o PC do B não ganha com sua liderança na Assembléia - ao contrário, perde. “O PC do B perde porque agora terei que exercer um papel além do partido, mas que é um trabalho para todos os partidos, valorizando todos, inclusive ouvindo a oposição”, diz Moisés. O novo homem do governo na Casa promete manter seu estilo de trabalhar e conta que não gosta de se impor, por isso precisa da ajuda de todos, “inclusive da sociedade”. Assim como o governador, ele acredita que o Acre é um bom lugar para se viver e poderá ser o melhor da Amazônia. Um Acre melhor – “O Acre já é o melhor lugar para viver para mim, mas ainda não é assim para todos, ainda tem gente que passa fome, que é analfabeto, são 25% de mulheres que têm bebê na maternidade e são mães adolescentes. Avançamos muito em oito anos de trabalho, fizemos mais do que imaginávamos, mas precisamos avançar mais”, comenta Binho. Ele ressalta sua decisão afirmando que o Estado tem problemas e que a escolha do líder leva em conta esses desafios que busca as soluções. |
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