| POLÍTICA | |
Projeto da pimenta-longa é aprovado na Aleac |
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Durante semanas, os deputados estaduais discutiram a importância de aprovar o projeto que beneficia 121 produtores de pimenta-longa no Estado. Ontem, por unanimidade, o projeto foi aprovado, definindo que o governo pagará 35%, o Banco da Amazônia outros 35% e os produtores 30% do total de R$ 1.040.827 financiados em 2003 para a produção da pimenta. A medida se fez necessária em razão das más condições em que passaram a viver os produtores de pimenta-longa após o grande investimento, segundo o líder do governo na Assembléia Legislativa, Moisés Diniz (PC do B). Ele explica que em 2003 o Poder Executivo e o Banco da Amazônia haviam financiado produtores em todo o Estado, principalmente nos municípios de Brasiléia e Porto Acre para o cultivo da pimenta. Entretanto, uma série de fatores acabou fazendo o investimento fracassar. Com esse projeto aprovado na manhã de ontem, o governo do Estado espera compensar e reconhecer que os produtores não foram os únicos responsáveis pela falha na execução do projeto. “É de uma grandeza e sabedoria muito grande o governo reconhecer que os produtores foram induzidos ao erro e que por isso merecem ser ajudados no pagamento de parte dessa dívida. Na época se acreditava muito no retorno do cultivo da pimenta-longa, mas infelizmente a logística e outros fatores não foram favoráveis”, reforçou o deputado. O texto do projeto de lei informa que, após a aprovação, todos os agricultores que participaram do financiamento terão seus débitos quitados num prazo de seis meses, excluindo do benefício àqueles que porventura desviaram créditos. É especificado ainda que o projeto trata de uma correção de uma ação conjunta do Banco da Amazônia e o governo do Estado, tendo como base a tecnologia desenvolvida pela Embrapa. “Todos os deputados votaram a favor do projeto porque têm a consciência de que a inadimplência desses produtores está inviabilizando seu trabalho, pois com a dívida eles sequer podem financiar outra linha de crédito para investir em novas culturas”, completou Edvaldo Magalhães. | |
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