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Desmate na Amazônia pode cair ainda mais em 2007 Redução de 25,3% entusiasma Sema e Imac, mas trabalho continua em ritmo acelerado e ajuda de alta tecnologia |
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O Imac também fala de mais uma boa notícia: de acordo com outro programa do Governo Federal, o Desmatamento em Tempo Real (DT), a taxa de desmatamento no período de agosto de 2006 a julho de 2007, deve apresentar resultados de redução de 30% - um dos menores índices já anunciados. Tudo isso, Cleísa garante que é fruto de um trabalho de vários anos, em que o Governo Federal trabalhou ardorosamente, assim como o Governo do Acre. Nos dados da pesquisa anunciada pelo MMA, os 25,3% de redução de desmate, representa cerca de metade do Estado de Alagoas e supera a estimativa divulgada em outubro do ano passado, pelo Governo Federal, que era de 13.100 quilômetros quadrados, e foi de 14.039 quilômetros quadrados. A presidente do Imac explica que o Acre vive um momento favorável na luta ambiental, pois o Instituto e a Secretaria de Meio Ambiente passaram por reestruturação que permitiu a ambos, dispor de tecnologia que facilita o trabalho e permite melhor no monitoramento dos desmates e queimadas no Estado. O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eufran Amaral, ressalta mostrando que a região do Vale do Juruá hoje, é analisada por satélites com uma resolução de 10 metros, e regiões que integram o arco do desmatamento, Alto e Baixo Acre, conseguem hoje, serem fiscalizadas diariamente, a uma resolução de 3 metros, ou seja, uma área de desmate ou queima de 9 metros quadrados, é perfeitamente visível nas imagens que os órgãos recebem via o instituto Imazon. Ação – Mesmo diante das boas notícias, Cleísa diz que o trabalho do Imac continua com a responsabilidade de contribuir com os bons índices da Amazônia. Ela conta que o instituto trabalha com duas frentes, que são as queimadas e os desmates. Nas queimadas, o Estado atua com o Plano Estadual de Combate e Controle, criado ano passado, com atuação intensificada no Ato e Baixo Acre. No Plano, os Comitês Municipais reúnem prefeitura e Estado para a elaboração de um plano específico ao lugar, um plano municipal, que age de acordo com a realidade do lugar. União – Atuar junto à comunidade foi outra forma que o Instituto encontrou para que a união fizesse a diferença na luta contra o fogo. As brigadas comunitárias são capacitadas e recebem equipamentos para atuar no controle e prevenção de queimadas. “Na zona rural é difícil a chegada rápida do Corpo de Bombeiros, então os soldados treinam a comunidade para as emergências ou prevenções que dão tempo à chegada deles ou solucionam o problema”, comenta Cleísa. Desmate – Com limites para desmatar, é o controle e monitoramento que dá a outra frente de trabalho do Imac, a conscientização como principal ferramenta de atuação. Culturalmente a queimada é a maneira de trabalhar a terra fazendo assim o desmate, Cleísa diz que novas formas vêm sendo estudadas pela Secretaria de Assistência Técnica e Produção Familiar (Seaprof), mas enquanto isso, autorizar e organizar as queimadas, é forma mais certa de atuar com os colonos. ZEE – Como importante mecanismo na atuação da política ambiental do Acre, o Zoneamento Ecológico-Econômico se apresenta, de acordo com Eufran, possibilitando trabalhar áreas desmatadas e áreas intactas, a partir de uma economia florestal sustentável. “O interessante do ZEE é que ele também dá soluções para áreas já desmatadas. Os dados dessa última pesquisa que foi anunciado é prova de um trabalho que vem sendo feito há alguns anos. Não é algo de agora, e temos tido uma sucessão de bons resultados”, comenta a presidente do Imac. |
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