COTIDIANO

Produtor acreano aborda a problemática da pedofilia em novo filme


Val Sales

Filme aborda a tortura vivida por jovens vítimas da pedofilia

O produtor cultural Guilherme Francisco lança na próxima sexta-feira, 15, às 19h30, no Teatro Hélio Melo, o filme “Nunca Serei Sua Mulher”. A película, baseada em fatos reais, foi produzida com duração de 73 minutos e aborda a problemática do assédio sexual e da pedofilia.

Em sua quarta obra, Guilherme, que também atua como diretor e ator, interpreta o papel do policial que investiga caso. A atriz Fátima Cordeiro interpreta a mãe de uma jovem, vivida pela também atriz Andréia Marques, que sofre o assédio do padrasto, interpretado pelo ator João Manhãs.
“Tive o privilégio de dirigir o João Manhãs, um cara que eu considero como o pai do cinema no Acre e que também já me dirigiu”, ressalta Guilherme, referindo-se ao amigo, que segundo ele, nesse filme, está se despedindo do cinema. “Ela vai fazer falta na arte cênica”, complementa.

O filme também conta com a participação especial de homens do Comando de Operações Especiais (COE). A entrada para a estréia é gratuita e os DVDs vão estar à venda na porta do Teatro ao custo de R$ 10. “Todos os meus filmes têm sido bem aceitos pelo público e espero que esse também agrade a maioria”, comenta.

Guilherme lembra que as pessoas precisam ir com mais freqüência ao cinema e prestigiar a produção local. “Isso também vai estimular a produção da sétima arte”, assegura. De acordo com o produtor, os acreanos fazem cinema “na raça”, já que apesar de o Estado ter bons profissionais, não disponibilidade de equipamentos modernos.

Além do filme que vai estar sendo lançando nesse fim de semana, Guilherme já produziu outras três películas com temáticas voltadas para o cotidiano da sociedade. Em “Retratos da Vida”, o autor retrata o cotidiano de um casal que vive um período crítico de separação e que leva o marido, Branco, vivido por ele próprio, a ingressar no crime.

Na obra “A Rota é Por Aqui”, Guilherme Francisco retrata a realidade de uma sociedade que prioriza a riqueza material, que mesmo sendo cobiçada por todos, mostra que o crime ainda não é maior que o amor verdadeiro. No filme “Quero Contigo Falar II”, Guilherme mostra o sofrimento de duas crianças que perderam os pais e lutam sozinhas pela sobrevivência.

 

 

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