| COTIDIANO | |
Comissão alemã elogia avanços no Acre Ao conhecer de perto as ações realizadas no Estado, comitiva diz que Acre deu respostas positivas |
|
|
Em resposta ao que foi apresentado, com direito a apresentações sobre as ações, a comissão formada por cinco profissionais da Cooperação Alemã, disse que o Acre está cumprindo sua obrigação com a concretização dos projetos. Palavras recebidas com orgulho pelo governador Jorge Viana, e o secretario de Meio Ambiente (Sema) e presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Carlos Edegard de Deus. Ambos gestores falaram da intenção de continuidade de parceria, ressaltando que ela foi de grande importância para os avanços no Acre. Avanços esses, que são representados de forma clara, uma delas, o Zoneamento Ecológico e Econômico do Estado (ZEE), que foi cumprido na 1ª fase, na escala de 1 para 1 milhão, e na 2ª fase, na escala, conclusiva, de 1 para 250 mil. E com isso, o início do Ordenamento Territorial Local (OTL), que está sendo feito em Brasiléia, e tem meta de atingir todos os municípios do Estado. Com este trabalho, o ZEE é um detalhado estudo do Acre, que para Jorge Viana, significa um importante passo para que se faça o bom uso da Amazônia, sabendo que ela possui e qual a melhor forma de utilizar isso. Na opinião da chefa da comissão alemã, Dorothea Groth, o Acre nesse aspecto sai na frente dos demais Estados, por concluir o ZEE de maneira eficiente. Dorothea integra o Ministério do Desenvolvimento da Alemanha, especificamente no setor de Desenvolvimento da América Latina. O secretário Carlos Edegard de Deus, diz que a visita dos alemães no Acre, é uma oportunidade deles conhecerem melhor o que vem sendo feito por meio da cooperação Brasil e Alemanha, e, quem sabe, beneficiar ainda mais o Acre, já que estão vendo que no Estado, os projetos estão sendo levados a sério. “Fizemos questão de levá-los até Brasiléia e Epitaciolândia, para que conhecessem ações feitas também fora da capital, e Brasiléia é piloto no OTL”, diz Edegard. Visita no Brasil – Antes de descerem no solo acreano, a comissão esteve em Brasília, em conversa com o Governo Lula, para discutir a continuidade das diversas ações dos projetos realizados por meio da parceria. A equipe que partiu do Acre na madrugada de domingo, foi com mais certeza de que, com a conclusão em dezembro, do Programa Piloto para a Conservação das Florestas Tropicais do Brasil (PPG-7), vale continuar a parceria por meio do Programa Amazônia, que inicia em 2007. Outra discussão que deve continuar a partir do encontro da comissão com o governador e o secretário é a possibilidade de acordo bilateral com o Acre. Sobre isso, Viana defende a posição do Ministério de Meio Ambiente (MMA) em ser cauteloso diante dessa proposta de acordo com os Estados da Amazônia, devido à política ambiental adotada em alguns deles. E perder esse controle das atividades, que é mantido por meio do Governo Federal, é um grande risco ao Brasil, devido algumas ações serem contrárias ao da política de uso sustentável da floresta. Acordo com o Acre – Jorge Viana diz ainda que o Acre avançou nas propostas e ações, inclusive, o Estado foi autor de um programa para a Amazônia, entregue ao presidente Lula, junto a nove ministros, quando estiveram na capital acreana em 2003. -inhada inicial e está a frente de outros Estados, sendo que esperá-los, significa parar. “Não vou ficar esperando para avançarmos o trabalho no Acre”, afirma. Dorothea acredita que seja possível o acordo bilateral, e o governador propôs um documento oficializando o interesse, com o aval do MMA, que logo deve ser enviado à Alemanha. Atuação no Estado – No Acre, a Cooperação Alemã atua junto ao governo brasileiro no Projeto de Gestão Ambiental Integrada (PGAI), Promanejo e Programa Demonstrativo dos Povos Indígenas (PDPI). Todos, com diversas ações no Estado, englobando em seus blocos temáticos, o manejo florestal, sistema de licença ambiental para pequenas propriedades, trabalho em terras indígenas, Zoneamento Territorial Local (ZEE) e Ordenamento Territorial Local (OTL). No Programa Amazônia, Dorothea afirma que o governo alemão pretende atuar em três linhas, que é a de proteção no uso sustentável da floresta; na demarcação, gerenciamento em terras indígenas; e no Ordenamento Territorial Local (OTL). Passos largos – No encontro, Jorge Viana e Edegard de Deus aproveitaram para ressaltar que o Estado precisa nesta nova etapa, de ações que viabilize a geração de gestão de pessoas para atividades de uso sustentáveis. Quando Dorothea recorda do receio brasileiro no início da parceria, em que havia um medo, porque se falava muito em uma intervenção de diversos países na Amazônia, Jorge esclarece que isso ainda está presente em algumas instituições, e se diminuiu foi também reflexo das parcerias, e isso pode mudar ainda mais com projetos que gerem atividades de uso sustentáveis. Resultados e avanços – Entre os ganhos que o Acre obteve com o trabalho realizado por meio de um dos projetos da parceria, no caso, o PGAI, estão: o Zoneamento Ecológico-Econômico – 1ª fase, escala de 1 para1 milhão, e 2ª fase, escada de 1 para 250 mil e Plano de Gestão Territorial; Ordenamento Territorial Local do Município de Brasiléia; Definição de áreas prioritárias para conservação e preservação; Elaboração da Lei Ambiental Municipal de Rio Branco e sua regulamentação, entre outros. Gregor Fischenich, perito da GTZ – que é a cooperação técnica alemã – diz que mostrar aos alemães o trabalho no Acre, é uma forma de manter a credibilidade existente. “Eles tiveram a oportunidade de sentir a realidade e o impacto que fizeram os projetos dentro das instituições”, diz Gregor. Estado Sustentável - Com tradição de quase oito anos, de lutar pelo uso sustentável da floresta, o Acre tem feito história, e ela foi conferida pelos alemães. Afinal, o Estado é sede da primeira floresta pública a ser explorada de forma sustentável, no caso, a Floresta do Antimary. “Nossa idéia é que o Acre seja o número um em certificação de produtos”, diz o governador. Depois de conhecerem mais o Estado, e com o propósito de o Programa Amazônia atue promovendo a proteção e o uso sustentável dos recursos naturais, bem como valorize sua diversidade biológica e sócio-cultural, a comissão alemã estreitou ainda mais sua relação com o Acre, levando a frase do governador, que mostra um bom entendimento do que planeja a política atual do Estado. “O melhor jeito de proteger a floresta é fazendo uso sustentável dela”, diz Jorge Viana. |
|
|
|
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VIA PÚBLICA |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
| |