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Órgãos ambientais comemoram diminuição dos focos de calor no Acre |
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O resultado positivo do Plano Estadual de Prevenção, Controle e Alternativas ao Uso do Fogo está sendo comemorado pelos órgãos ambientais. Na região Amazônica, o Acre é o que tem menor número de queimadas, com apenas 1,5% dos focos de calor no período de 10 de junho a 10 de setembro. No mesmo período, em 2005, foram registrados 14 mil focos de incêndio no Estado, neste ano o número caiu para pouco mais de dois mil. O Mato Grosso é responsável por 38% dos focos de calor da região, os vizinhos rondonienses estão com 19%, sendo detectadas naquele Estado mais de 30 mil queimadas nos últimos três meses. Os dados foram fornecidos pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). De acordo com o diretor-presidente do órgão, Edegard de Deus, o bom resultado conseguido é fruto do excelente trabalho realizado pelos parceiros envolvidos no Plano de Prevenção e Controle das Queimadas e também pela conscientização da população. “Desde o mês de dezembro estamos trabalhando na preparação para este período, considerado crítico em relação à queimadas. Já temos 1,7 mil produtores rurais treinados para evitar incêndios e foram entregues ainda 156 kits, contendo abafadores, mochilas de carga, rastelos e outros produtos para ajudar no combate às queimadas”, afirmou Edegard. Segundo Ele, um outro dado importante também é motivo de comemoração. “Entre o dia 10 junho e 10 de setembro do ano anterior o nível das águas do rio Acre se manteve sempre abaixo dos dois metros, dificultando inclusive o abastecimento do produto aos consumidores e exigindo um maior empenho do Saerb para fazer a distribuição da água, já em 2006, o nível das águas do rio esteve sempre acima dos 2, 1 metros, uma diferença de 30 centímetros do ano anterior para este”, assegurou o presidente. Um outro fator positivo, segundo Edegard, foi a chuva que aconteceu no último sábado e que se estendeu até a manhã do domingo. “Neste final de semana choveu mais que todo o mês de setembro de 2005. E a previsão do tempo diz que devem cair ainda mais chuvas nos próximos dias”, comentou. Edegard destacou o trabalho conjunto, envolvendo a Universidade Federal do Acre (Ufac), Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), prefeitos, Ministério Público Estadual (MPE) e de outros órgãos pelo bom resultado conseguido, ocasionando assim a redução das queimadas no Acre. Queimadas continuam proibidas A recomendação conjunta feita no final de julho pelo MPE, Imac e Ibama, proibindo o uso do fogo para a prática de atividades de agricultura extensiva e pecuária, bem como para fins de limpeza ou recuperação de pastos em todo o Estado continua valendo até o fim deste mês. Segundo a procuradora de Justiça e chefe da Coordenadoria de Defesa do Meio Ambiente do MPE, Patrícia Rêgo, a proibição continuará até a data pré-estabelecida. “Esperamos que esta mobilização perdure até o final de setembro, para que nós possamos continuar administrando esta problemática da mesma forma que temos tratado”, afirmou a procuradora. “Sabemos que esta ainda é uma semana crítica, mas dependendo das condições climáticas é possível que haja toda uma reprogramação, inclusive com a liberação um pouco mais cedo do que tínhamos previsto. Mas esperamos que este trabalho envolvendo o Corpo de Bombeiros, Ibama e Imac, em conjunto com as prefeituras e a sociedade civil se intensifique e, assim, tenhamos resultados ainda melhores do que estamos observando”, ressaltou Patrícia. Alto Acre foi o que menos queimou Os dados do Imac apontam a região do Alto Acre como a que mais queimou nos últimos três meses, o que foi considerado uma surpresa, já que no ano anterior esta região tinha sido considerada a campeã de incêndios. Na região do Baixo Acre foi encontrado aproximadamente o dobro de focos de incêndio registrados na região mais alta do Estado. O município de Plácido de Castro continua sendo o maior responsável pelos focos de incêndios.
Para que a operação fosse colocada em prática, foi realizado um serviço de prevenção, capacitando produtores rurais, prefeituras e a comunidade em geral. “É um trabalho feito pelo Corpo de Bombeiros, junto ao Imac, que conta ainda com a ajuda do Exército Brasileiro, as Brigadas principalmente, Pelotão Florestal da Polícia Militar e equipamentos do Ibama que são distribuídos ao longo das capacitações, o objetivo é eliminar e evitar a ação do fogo em geral”, destacou o coronel Henrique Albuquerque do Corpo de Bombeiros. |
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