COTIDIANO

Festa da Farinha Carimã marca formatura do CEFLORA

 


“Festa” é a melhor palavra para descrever o encerramento do Curso de Fabricação de Farinha de Carimã oferecido pelo CEFLORA, unidade do Instituto Dom Moacyr no Juruá, na Vila São Pedro em Cruzeiro do Sul. A formatura foi no último sábado, dia 08 de setembro, com participação de mais de 100 pessoas entre produtores e convidados. Como parte da apresentação dos resultados do projeto de aprendizagem, cujo tema foi “Higiene na produção e comercialização de alimentos”, os educandos encenaram um ato protagonizado pela “família alternativa”, uma maneira bem humorada de explicar a importância da higiene no processo produtivo para a saúde e a satisfação do consumidor.

A abertura do evento foi realizada pelo coordenador geral do CEFLORA, Rafael Galdini, acompanhado do presidente da Associação de Produtores, Adalgizo Vieira e do gerente municipal da Seaprof, Valdemir Alves de Souza Neto. Na seqüência os educandos apresentaram slides com resumo das atividades desenvolvidas no curso, cantaram um repente sobre o curso do CEFLORA e ofereceram aos convidados uma farta mesa de degustação com bolos, pães, cremes, biscoitos e um inenarrável pudim, todos esses produtos feitos com a farinha de carimã como substituta parcial ou total da farinha de trigo.

As receitas para a preparação dos quitutes foram compiladas num bem produzido “Livro de Receitas Práticas com Farinha de Carimã”, também apresentado no projeto de aprendizagem. A aluna Glória destacou a importância da farinha de carimã como forma de substituir o trigo nas receitas. “O trigo chega aqui com um preço muito alto. Agora temos um substituto que é nosso, é da nossa terra”.

O Curso de Fabricação de Farinha de Carimão foi mediado por Gleiciane, técnica em Agroindústria formada pela Escola da Floresta Roberval Cardoso e moradora da comunidade São Pedro. O presidente da Associação de Produtores da Vila São Pedro, Adalgizo Vieira, agradeceu ao Instituto Dom Moacyr pela parceria e enfatizou sua alegria ao ver “uma pessoa aqui da comunidade que estudou, que foi fazer um curso técnico em Rio Branco, foi lá fora aprender para agora passar para os companheiros mais conhecimento; que vocês botem em prática tudo o que aprenderam, que esse curso sirva pra gente abrir a mente, pra gente ver o tanto de derivados que a macaxeira pode nos trazer”.

Para o Coordenador Geral da Escola da Floresta, Edemilson Santos, esse é “um trabalho que se completa, uma maravilha - uma técnica formada aplicando as competências que desenvolveu em benefício de sua comunidade de origem. Temos aí o principal produto do nosso trabalho no Instituto Dom Moacyr que é, sobretudo, a formação de educadores.” O Coordenador do CEFLORA, Rafael Galdini, afirmou que “o Instituto Dom Moacyr, por meio do CEFLORA, continuará atuando na Vila São Pedro, com cursos que abrangerão toda a cadeia produtiva da mandioca, incluídos aí seus aspectos econômicos e ecológicos”.

 

 
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Rio Branco-AC, 12 de setembro de 2007
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