COTIDIANO

Construções particulares registram aumento no Estado

Crescimento do setor está sendo maior do que no ano passado

Regiclay Saady
Consumo de material de
construção poderia ser maior


Renata Brasileiro

Oscila entre 10% e 15% o aumento de procura por materiais de construção nas lojas especializadas nos tipos de produtos. A afirmação é dos próprios lojistas do Estado, que têm se mostrado preparados para suprir uma demanda de interessados em investir em obras particulares, seja em casas, apartamentos e pontos comerciais em todo o Estado.

Este grupo de consumidores era bem menor no ano passado, segundo o proprietário da rede de lojas Barriga Verde, Rubenir Guerra. Ele afirma que as obras públicas foram as recordistas, mas que este ano a iniciativa privada têm se superado.

O empresário atribui o crescimento repentino a três fatores: aos financiamentos de materiais de construção oferecidos pelos bancos, à queda do dólar e conseqüente queda de preços dos produtos atrelados à moeda americana e as facilidades de pagamento oferecidas pelas lojas.

“Estamos em uma fase muito positiva de vendas, na qual qualquer pessoa, de qualquer poder aquisitivo pode fazer compras de materiais para a sua casa, mesmo que seja para realizar uma pequena reforma. Temos planos de parcelamento em até oito vezes sem juros que facilita muito a vida do cliente”, destacou.

Os produtos mais procurados pelos clientes são a pedra, a areia, o tijolo e o cimento. Em seguida aparecem os derivados de petróleo, como plásticos e PVC, que sofreram uma queda de preços e por isso têm recebido bastante procura.

Para Guerra, o consumo de materiais de construção poderia ser ainda maior, caso os imóveis de Rio Branco, principalmente, tivessem registro. “Essa falta de registro que 90% dos imóveis têm impede que os proprietários façam investimentos em obras, já que o financiamento pelos bancos exige que ele esteja regularizado”, completou.

Com a não liberação de grandes financiamentos, os clientes procuram o básico para seus imóveis e gastam em média R$ 600 nos produtos. A região do Vale do Juruá é uma das grandes consumidoras de materiais de construção e responsável pelo acréscimo nas vendas. É que nesta época do ano, registra-se o fenômeno da estiagem, considerada a melhor época para a construção.

 

 
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Rio Branco-AC, 12 de setembro de 2007
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