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Do Editor |
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Crime doloso Uma placa fixada no meio do rio Acre chama atenção para quem passa às suas margens e não percebe que ali agoniza um rio que já deu vida ao Estado. Foi graças a esse rio que aqui aportaram os primeiros colonizadores na frondosa gameleira. Hoje, o local, um dos mais belos cartões-postais da cidade, contrasta com o lixo que bóia nas águas do velho manancial. Em alguns trechos, nada mais do que meio metro de água evita que o leito fique exposto. É possível fazer a travessia a pé, pois as canoas encalham com facilidade, mesmo aquelas de menor calado. É triste ver a morte do rio. Enquanto isso, rio acima, rio abaixo, o que se vê é desmatamento nas suas margens. As vertentes que abastecem o rio e água estão secas ou poluídas. Os esgotos das cidades contribuem para o envenenamento. O rio morre lentamente, mas não é de morte natural. Sua agonia é resultante de um crime doloso do qual os culpados são muitos. A pena, no entanto, não será dada apenas aos seus algozes, todos os acreanos serão penalizados. O clima da Amazônia, as florestas, os animais, todos, sem exceção, devem sofrer com a morte do rio Acre. |
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